sexta-feira, 14 de junho de 2013

Como ajudar seu filho a lidar com a vaidade

O excesso de vaidade pode prejudicar o desenvolvimento físico e psicológico de seu filho. Saiba como evitar isso desde cedo

 
    Foto: Desde cedo é preciso ajudar as crianças em relação à vaidade. Veja como!                  
                      
Desde cedo é preciso ajudar as crianças em relação à vaidade. Veja como!
   
Escolher uma roupa bonita para ir à festinha, passar batom, usar perfume: a vaidade pode se manifestar desde muito cedo na vida das crianças. Quando praticada com moderação, ela é muito saudável, pois ajuda a construir a boa autoestima dos pequenos.
 
 
O problema é quando a preocupação com a vaidade se torna excessiva, colocando em risco o desenvolvimento físico e psicológico dos filhos. É o caso das crianças que usam sapatos com salto alto ou roupas que as deixam parecidas com mini-adultos. Também é o caso daquelas que são incentivadas a valorizar apenas o que é "de marca" ou o que custa muito caro. Veja as dicas dos especialistas para ensinar seu filho a adotar apenas o lado bom da vaidade.
 
 
A vaidade é o desejo natural de atrair a atenção e a admiração de outras pessoas. "Quando se fala em vaidade, geralmente as pessoas pensam apenas no aspecto da beleza. Mas há também outros tipos de vaidade, como a vaidade intelectual, a vaidade da riqueza, do poder, da força física", explica Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio.
 
 
A vaidade é boa quando impulsiona crescimento pessoal. Mas se torna ruim quando começa a dominar a rotina e se torna um objetivo de vida. "Isso porque a pessoa passa a se preocupar demais com a própria imagem e muitas vezes acaba se frustrando com isso. Ela capricha na beleza, mas sente que nunca é suficiente e precisa fazer mais e mais para se sentir bem. Precisa consumir mais e quanto mais consome, mais aparecem outras coisas para consumir", explica Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio.
 
 
 
 
Desde muito cedo as crianças dão sinais de vaidade. "Os bebês já percebem quando estão agradando e podem manipular, no bom sentido, as situações a seu favor. Logo, a percepção desse fenômeno de ação e reação ou de causa e efeito pode desenvolver a vaidade", explica a educadora Marta Campos, coordenadora de apoio pedagógico da Escola Viva, de São Paulo.
 
 
 
Não há nada de errado em uma criança passar batom, pintar as unhas ou usar perfume, contanto que os produtos utilizados sejam adequados para crianças e que isso seja feito como uma brincadeira, sem levar a sério demais. "Enquanto esses cuidados são feitos de uma maneira equilibrada, estimulando o lado bom da vaidade e da autoestima, não há nada de errado. É também uma maneira de exercer a fantasia: da mesma forma que a menina brinca de se maquiar, gosta de se fantasiar de princesa.
 
 
 

Brincar de usar o vestido da mãe ou experimentar a gravata do pai não é um problema. Fora da brincadeira, porém, criança deve usar roupa de criança. Nada de sapatinhos de salto - que podem prejudicar músculos e coluna - e nem de roupas com apelo sensual ou que deixem o pequeno com a aparência de um "mini-adulto". "Esse é o lado prejudicial da vaidade infantil: quando ganha o aspecto da erotização ou da entrada precoce no mundo adulto.
 
 
 
O melhor jeito de ensinar é pelo exemplo. "Se a mãe ou pai são extremamente vaidosos, podem reforçar esse comportamento nos filhos", diz Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio. "Por isso, os pais devem saber dosar a preocupação com a vaidade e dar exemplos também da importância de outros valores como a inteligência, a honestidade, a humildade, etc. Mostrar que não é fundamental ter a roupa mais cara ou o carro da moda", afirma Andrea.
 
 
 
O excesso de vaidade não é determinante para o surgimento do individualismo e do egoísmo, mas pode colaborar para o desenvolvimento dessas características, conforme explica Marta Campos, coordenadora de apoio pedagógico da Escola Viva, de São Paulo. Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio, acrescenta que crianças vaidosas demais se tornam mais competitivas e com desejo de se sobressair mais que as outras. "Com isso, acabam não sendo crianças cooperativas", diz Andrea.
 
 
Fonte: Site Educar para Crescer

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