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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Como ajudar a lidar com a malcriação do seu filho

Desde bem pequenas as crianças devem ser ensinadas a agir com respeito e a se comportar bem.

 
    
Foto: O respeito é a melhor forma de ensinar seu filho a não ser malcriado!
                                       
O respeito é a melhor forma de ensinar seu filho a não ser malcriado!
            
 
“Que menino malcriado!”. Não é raro ouvir essa frase partindo dos próprios pais em relação a seus filhos. Nessas ocasiões, vale a pena refletir: o que quer dizer malcriado? Malcriado é aquele que não recebeu boa criação, que não teve boa educação. E quem são os principais responsáveis pela criação e educação dos filhos? Sim, são os pais.


A melhor forma de evitar as atitudes malcriadas dos filhos é ensinando desde cedo às crianças a ter respeito pelos outros. E também orientando sobre como se portar bem nos diferentes ambientes sociais. Isso se faz estabelecendo limites e principalmente dando o exemplo. “Muitas vezes a falta de educação vem da falta de limites.
 
 
As crianças precisam de parâmetros que devem ser dados pelo adulto. Elas necessitam da ajuda do adulto para conseguir conviver socialmente, para saber o que é ou não é aceito pela sociedade”, diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.
 
 
Os pais devem educar seus filhos a tratarem os outros com respeito desde  os primeiros anos de vida. Mesmo quando a criança ainda não sabe falar ou se expressar bem, ela começará a aprender pelo exemplo dado pelos adultos. Afinal, educar é dar modelo, conforme ressalta a psicóloga Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. "Tratar a criança com respeito e educação é dar melhores condições para ela aprender a fazer o mesmo", afirma.
 
 
Em situações em que a criança se descontrola, o adulto deve ser firme, sem ser agressivo. "Deve mostrar os limites, sem agressão e sem desrespeitar a criança. E deve oferecer outras opções (de ação, de palavras, de atitudes) para mostrar como se pode controlar a situação em questão", diz Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo.
 
 
É muito importante que o adulto não perca o controle nessas horas e não deixe a criança assumir o comando. "Atualmente vemos muitas crianças assumindo o papel do adulto, decidindo pelos pais, agindo como donas da palavra em um mundo que gira em torno dela e onde ela tratada como um príncipe ou princesa", afirma Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.
 
 
O aprendizado é feito aos poucos, conforme a criança vai vivenciando as situações e observando os exemplos dados pelos adultos. "Esse ensino é, na verdade, uma construção que acontecerá progressivamente. É vivendo situações em que essas palavras façam sentido que a assimilação acontecerá", explica Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.
 
 
 
Muitos pais tendem a desculpar ou a deixar para lá as malcriações dos filhos pelo fato de acharem que eles ainda são pequenos demais para serem corrigidos. "As crianças não são pequenas para compreender que as boas relações são geradas por boas ações. Cada vez que o adulto deixa de intervir, está aprovando a atitude do filho. Então essas atitudes vão se tornando parte do repertório de ação daquela criança. Mudar depois será muito mais difícil", alerta Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.
 
 
A criança pequena repete tudo que ouve. Quando  acontecer de ela repetir um palavrão, cabe ao adulto mostrar que esse não é um comportamento adequado. "Se o adulto rir ou achar graça na atitude da criança, tornará a conduta aceita e a criança vai sentir que está agradando quando falar a palavra, quando na verdade é o inverso", diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.
 
Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo, acrescenta que achar graça quando o filho fala palavrão ou faz uma malcriação só mostra a falta de limites e a incoerência dos adultos. "Se falar palavrão é algo que se reprove, deve-se mostrar à criança a sua reprovação e ensiná-la o que é o correto", afirma.
 
 
 
Quando a criança é bem pequena, deve-se explicar a ela que o palavrão é uma expressão do universo dos adultos e tentar encontrar com a criança uma palavra do universo infantil que ela possa usar para se expressar, conforme diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo. Porém deve se ter em mente que as palavras - sendo consideradas ou não "palavrões" - não devem ser usadas com a intenção de ofender ninguém.


 Se a criança pequena achar graça em falar palavrões, mostre que ela não deve repetir essas palavras, mas que há outras que podem ser ditas e que também podem ser engraçadas. "Deixe a criança falar palavras diferentes, inventadas, fazer sons engraçados. Se o adulto somente repreender a criança, ela vai saber que se desejar provocá-lo, usar aquela palavra será uma boa ideia", diz.
 
 
Fonte: Site Educar para Crescer
 
 
 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Como lidar com o autoritarismo do seu filho pequeno

Para evitar que os filhos se tornem mandões é preciso estabelecer limites desde os primeiros meses de vida

 
Foto: Desde cedo é preciso evitar que as crianças sejam autoritárias. Descubra como!
                                       
Desde cedo é preciso evitar que as crianças sejam autoritárias. Descubra como!                                       
 
Pequenos príncipes e princesas: é assim que muitas vezes os pais chamam carinhosamente os filhos. Até aí, não há nada de errado. O problema começa quando os filhos incorporam os papéis da "realeza", incentivados pelos pais, tornando-se verdadeiros "reis" e "rainhas" da casa e assumindo um comportamento autoritário. Para evitar que isso aconteça, os pais precisam, desde os primeiros meses de vida do bebê, estabelecer rotinas, limites e ensinar os filhos a esperar a hora certa de serem atendidos.
 
 
 
Crianças que desde o início da vida são acostumadas a ter todos os seus desejos e necessidades satisfeitos imediatamente podem crescer com a ideia errada de que devem ter sempre atendimento preferencial na vida. Veja as dicas dos especialistas para saber como agir e evitar que os filhos se tornem mandões.
 
ensinar seu filho a não ser autoritário deve começar nos primeiros meses de vida. É normal que as mães, ao ver o bebê chorando, queiram se apressar para satisfazer imediatamente seus desejos ou necessidades, dando colo ou amamentando, por exemplo. Mas elas devem aprender - e consequentemente ensinar aos filhos, por meio de suas ações - que há uma hora certa para tudo: não se deve demorar demais para atender o bebê, mas também não é necessário correr sempre para satisfazê-lo.
 
 
"Tanto a mãe que atende às solicitações do bebê ansiosamente, achando que ele não "sobreviverá" à espera, como aquela que demora demais para atender, correm o risco de ter um filho mandão. Isso porque esse bebê poderá crescer inseguro de não ser atendido nunca ou egocêntrico a ponto de se achar a preferência do mundo. Deve-se atender a urgência dos filhos com calma e de acordo com as possibilidades", explica Aurélio Melo, professor de desenvolvimento humano do curso de psicologia da Universidade Mackenzie.
 
 
 
 

Crianças muito pequenas precisam de regras e limites. Eles devem ser estabelecidos desde cedo, respeitando, é lógico, a idade e o entendimento da criança. "Os pais não devem se culpar em impor limites. Os limites são elementos organizadores. Mas é importante estar atento para que eles sejam claros, coerentes e aplicados com constância", afirma a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP).
 
 
O professor de psicologia Aurélio Melo, da Universidade Mackenzie, acrescenta que os pais que não conseguem impor limites aos filhos, por se sentirem culpados de fazer isso, precisam fazer uma reflexão e rever os motivos desses sentimentos que os impedem de dizer "não" aos filhos.
 
 
Os limites e as cobranças devem respeitar a maturidade da criança. "Por exemplo: não se deve exigir que uma criança com menos de dois anos adquira o controle esfincteriano (ou seja, saiba controlar a vontade de evacuar). Os pais podem até treinar a criança, mas, por imaturidade física e emocional, provavelmente ela não conseguirá", afirma a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP). Mesmo que a criança consiga fazer isso, ela poderá sofrer prejuízos emocionais posteriores. "Isso porque esse controle não terá sido alcançado pelo domínio do próprio corpo e sim por uma submissão ao desejo dos pais", diz Elisa.
 
 
 Segundo ela, a maioria dos pais, intuitivamente, sabe quando o filho está maduro para aprender algo novo. "Esta percepção algumas vezes fica afetada quando os pais sofrem pressões sociais para adequar seus filhos a um determinado padrão, forçando adaptações prematuras. Mas em geral os pais, e em especial as mães, devem sempre valorizar suas próprias sensações a respeito do quando e quanto exigir de seus filhos", diz.


Para ajudar seu filho a não ser autoritário, sem deixá-lo submisso, depende de como os pais exercem sua própria autoridade em relação aos filhos. Pais que não impõem limites podem criar filhos mandões e autoritários. "Por outro lado, pais excessivamente repressores podem gerar filhos obedientes, mas incapazes de desenvolver uma ética madura, ou seja, as crianças obedecem por medo e não pelo respeito.


A autoridade saudável é aquela exercida com constância, impondo limites e ao mesmo tempo dando segurança às crianças", orienta a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP).


Fonte: Site Educar para Crescer

 
 
 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Como ajudar seu filho a lidar com o ciúme

Crianças pequenas podem demonstrar ciúmes dos pais ou do irmãozinho mais novo. Saiba o que fazer quando isso acontece

Foto: Como estabelecer limites para que seu bebê não se comporte de maneira agressiva
                                               
No sofá, querem se sentar no meio, separando o pai e a mãe. Quando veem a mãe ou a professora cuidando do irmão mais novo ou do coleguinha de classe, fazem de tudo para chamar a atenção. Desde bem pequenas, as crianças podem dar demonstrações de ciúmes. É um sentimento mais do que natural, afinal por volta dos três anos as crianças começam a descobrir que não são o centro do mundo e que sua mãe não pertence somente a elas.
 
 
Os pais devem lidar com naturalidade quando isso acontece. Precisam dar atenção para que o filho perceba que continua sendo amado e que tem seu lugar garantido no coração dos pais. Mas é preciso também estabelecer limites: aos poucos se deve ensinar aos pequenos que eles não têm exclusividade na atenção dos pais, avós ou professores.
 
A partir de que idade as crianças podem manifestar ciúme?
 
O ciúme pode se manifestar bem cedo, mas é mais comum que seja notado a partir de dois ou três anos de idade. "É o momento em que a criança percebe que há um "outro" além dela e que esse "outro" pode desviar a atenção da pessoa amada", explica Aurélio Melo, professor de desenvolvimento humano do curso de psicologia da Universidade Mackenzie, de São Paulo.
 
 
 
Quais são os sinais que indicam o ciúme?
 
              
"O clássico é a criança, ao ver os pais juntos, se colocar entre eles, seja à noite na cama do casal, seja no sofá, para assistir televisão. A criança procura evitar o contato dos pais entre si", afirma a psicóloga Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP). O ciúme também surge quando os pais estão cuidando dos irmãos. Nessas horas a criança com ciúmes faz birras ou cria situações para chamar a atenção da mãe, do pai ou de quem esteja cuidado dela. "Ela quer que quem esteja cuidando dela lhe dê atenção exclusiva, quer mostrar como é talentosa e muito mais interessante que o irmão", diz.
        
 
 
 Como os pais podem ajudar os filhos a enfrentar o ciúme?
 
              
É fundamental agir com naturalidade quando as crianças mostram ciúmes. "Ou seja, não se devem reprimir as manifestações de ciúmes, mas acolher a demanda emocional, dando um colinho, por exemplo. Mas é preciso dar limites também", diz a psicóloga Elisa Villela. Depois de dar atenção e reassegurar à criança que seu lugar está garantido, os pais não podem se deixar aprisionar pelos desejos da criança.

"É importante mostrar que o casal tem uma unidade, e que a criança é amada pelos dois. Mas ela deverá aceitar que não poderá compartilhar tudo com eles", explica Elisa. Da mesma forma, é importante demonstrar que há um momento em que os pais cuidarão dela e outro em que cuidarão dos irmãos. "Com um limite firme, mas amoroso, os pais transmitem à criança a confiança de que ela é capaz de suportar a frustração de não ter exclusividade. Isso será fundamental para o amadurecimento e as relações de respeito e generosidade na vida social", diz.
   
 
 
Como lidar com o ciúme entre irmãos?
 
              
Os pais devem lidar com isso de uma forma natural: nem recriminar e nem achar "lindo" a briga pela posse da mãe. É preciso mostrar que a chegada do irmão não vai tirar seu lugar. Uma sugestão é fazê-lo participar de algumas atividades para receber o novo membro da família (como arrumar o enxoval, cuidar do quarto). "Se isso não ficar bem resolvido, as crianças poderão desenvolver uma forte rivalidade entre si no futuro", diz Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

Os pais também não podem se tornar reféns dos ciúmes dos filhos. "Lembro do caso em que a mãe, temendo a agressividade do filho mais velho, se trancava no quarto quando ia amamentar o recém nascido. Esta atitude fomentava ainda mais o ciúme e o desespero da criança. Ao se sentir ainda mais excluída, esmurrava a porta e gritava sem parar", conta a psicóloga Elisa Villela. Os temores da mãe e sua dificuldade de lidar com a situação só fizeram aumentar o
ciúme e o sentimento de rejeição da criança mais velha.



O ciúme e a possessão caminham juntos? Como ensinar os filhos a não serem possessivos e a compartilhar?
 
              
O ciúme e a possessão andam juntos. "Da mesma forma, o ciúme anda junto com a baixa autoestima e a insegurança. O sentimento de posse faz parte do comportamento egoísta do ser humano: ‘tudo é meu!’. Ensinar a compartilhar e a dividir faz parte da vida, assim como ensinar a humildade, a compaixão, a espera, o desapego etc", orienta Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
 


Fonte: Site Educar para Crescer