domingo, 10 de maio de 2015

A Dislexia, uma abordagem para os familiares

Resultado de imagem para dislexiaA Dislexia exige da família, amigos e pessoas envolvidas um comprometimento diferenciado e multidisciplinar para que o indivíduo disléxico não sofra no seu desenvolvimento.
A Dislexia é caracterizada por uma dificuldade na aprendizagem da leitura. É definido por ser um distúrbio neurológico em crianças com potencial intelectual normal, porém, que não conseguem desempenhar de modo satisfatório a ação da leitura.
A Dislexia é causada por alterações genéticas e também alterações adquiridas ao longo do desenvolvimento, podendo ser uma combinação de ambas. Pode ser resultado de situações de privação ambiental, oportunidade educacional inadequada (defasagem escolar) e por questões neurobiológicas como má formação do sistema nervoso central em decorrência de algum comprometimento gestacional ou na hora do parto, como também ao longo do desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

Os pais podem observar se a criança é uma possível portadora da Dislexia caso ela apresente as demais características:

  • Leitura e escrita incompreensíveis
  • Confusões com letras que esteticamente são parecidas (como a letra p e a letra q, ou a letra b e a letra d)
  • Confusões das letras que possuem sons parecidos (como as letras p e q, as letras d e t, e as letras g e j)
  • Inversões de silabas ou palavras (como trocar as palavras “alta” e “lata”)
  • Substituições de palavras com estrutura semelhante (como as palavras “contribuiu” e “construiu”)
  • Subtração ou adição de sílabas nas palavras (como “caalo” ao invés de “cavalo” ou “berla” ou invés de “bela”)
  • Repetição de sílabas ou palavras (como “eu jogo jogo bola”)
  • Dificuldade para entender o texto lido (dificuldade na compreensão de palavra, frase ou texto)
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Dislexia e sucesso escolar

Resultado de imagem para dislexiaA Dislexia interfere diretamente no sucesso escolar da criança, por isso requer que a escola e família tenham atitudes que não comprometam a autoestima dessa criança (individuo, pois o portador de Dislexia não se restringe a idade). 

Diante disso, segue algumas dicas que a família deve ter diante de um filho ou parente que é portador desse transtorno da leitura e escrita.


1- Seja claro:
Deixar claro para essa criança (indivíduo) que a Dislexia é um transtorno conhecido, comum e que todos estão aptos para apoiá-lo e principalmente ajuda-lo. Que ele não está sozinho e que tem a todos para fazer com que possa se desenvolver plenamente, tanto no que tange ao contexto escolar quanto ao contexto social
2- Momento de silenciar e de falar:
Dar-lhe atenção especial e estimular o diálogo, pois o portador da Dislexia muitas vezes fica tímido e se retrai, evitando assim o diálogo por receio de não ser tratado bem pelas pessoas. Diante dessa realidade é imprescindível que a família estimule o diálogo, que as dúvidas comuns que todo filho tem possam ser expostas respeitando assim o modo e o ritmo como a criança fala. É uma questão de silenciar para poder escutar seu filho, um treinamento constante de escuta pois toda criança precisa se expor e ela quer ser escutada.
3- Respeitar o ritmo de cada um:
Quando presentear seu filho com algum livro, certifique-se que o livro é indicado para a faixa etária dele. Não se pode exigir que a criança seja igual às outras, pois nenhuma pessoa é igual, cada uma tem sua particularidade – as pessoas também tem ritmos diferentes e é preciso respeitar esses ritmos.
4-  Evitar constrangimentos:
Evite impor que a criança leia em publico e, caso seja necessário, é importante dar um tempo para que ela possa se preparar e ter confiança, evitando constrangimentos e frustrações. É importante que os pais também orientem a equipe pedagógica em relação a isso, pois o constrangimento é muito negativo para o desenvolvimento da confiança e da autoimagem do ser humano.
5- Destacar os pontos positivos de seu trabalho: 
Essa atitude estimula a criança a continuar produzindo e estudando. Elogiar uma pessoa não é ruim, não estraga a pessoa, ao contrário é muito importante pois auxilia na construção de sua auto-imagem. Além de ser uma motivação para que essa criança continue a se desenvolver bem e plenamente suas atividades.
6-  Aceitar os erros e distrações:
Não somos perfeitos por isso erramos. Pai e mãe também erram, então, por que os filhos tem que ser perfeitos? O que tem que ser (quase) perfeito é o seu amor por seu filho. Se seu filho errou, se distraiu e não se saiu bem numa prova ou na hora de uma leitura, tudo bem, afinal é importante tentar e continuar sempre tentando, pois as experiências também são uma aprendizagem.
A leitura para quem é portador de Dislexia não é uma atividade fácil, pois como vimos, por questões neurobiológicas, requer um esforço maior. Além de que ler não é só um ato mecânico, pois também envolve compreensão o que nem sempre é fácil para o portador da dislexia, por isso o apoio da família é fundamental.
7- Busque ler com seu filho e conversar sobre o que foi lido:
Pegue uma notícia pequena ou um pequeno texto e leia para seu filho, depois conversem sobre o que foi lido para auxiliar na compreensão da leitura e estimular o pensamento crítico da criança. Com o tempo, leia em conjunto com seu filho, de forma calma e respeitando o ritmo dele e continue sempre dialogando com ele sobre o que foi lido, qual a opinião dele, deixe-o livre para falar. E não esqueça também de treinar a habilidade de escutar o outro.
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Dicas de como lidar com a dislexia em Sala de Aula

Resultado de imagem para dislexiaA dislexia do desenvolvimento é um distúrbio em que a criança, apesar de ter acesso à escolarização regular, falha em adquirir as habilidades de leitura, escrita e soletração que seriam esperadas de acordo com seu desempenho intelectual.

Veja algumas dicas de como lidar com este distúrbio em sala de aula!

  • É importante deixar uma cartilha pronta com os fonemas: figuras e palavras para cada letra do alfabeto;
  • Iniciar o trabalho com a consciência fonológica;
  • Ao corrigir as produções dos alunos, apenas circular as palavras e pedir para que identifiquem os próprios erros, para isso deixar que utilize a cartilha, pois os erros que aparecerão e que eles conseguirão corrigir serão de trocas de letras, com relação a segmentação de palavras precisarão de auxílio;
  • Com a sala inteira poderá ser trabalhado dessa forma;
  • Utilizar letra caixa alta e permitir que o aluno com dislexia utilize também, até que suas dificuldades estejam minimizadas, eles necessitam apenas de reconhecer a letra cursiva para uso de leitura;
  • Em provas práticas, como de matemática diferenciar da de outros colegas, com a mesma cobrança, mas com menos questões, pois eles demoram mais tempo para se organizar;
  • Em provas dissertativas, realizar paralelamente a escrita uma prova oral, que deverá contar como forma de avaliação;
  • Encaminhar ao reforço escolar para que mais rapidamente internalize e utilize corretamente a os grafofonemas;
  • Trabalhar com rimas, trava línguas e música é um ótimo início, levando em consideração que crianças com dislexia tem muita dificuldade para rimar, com a prática evoluirão.
  • Estimular desde os primeiros anos de escolarização a oralidade. A partir de uma oralidade bem estruturada irá se construir um novo processo: a escrita, e em conseqüência, a leitura. Quando a criança não tem uma boa estrutura de linguagem oral comprometerá ainda mais a linguagem escrita.
  •  Relacionar, sempre que possível, oralidade e imagem nas aulas expositivas.

 Dois métodos de alfabetização são especialmente indicados para os educandos com dislexia:
- Método Multissensorial, que é mais indicado para educandos mais velhos que já possuem histórico de fracasso escolar;
- Método Fônico é indicado para o início da alfabetização.
Cada professor tem sua linha de trabalho durante o processo de alfabetização, que no caso de educandos com dislexia é mais lento, mas deve-se levar em conta que estudos apontam para esses dois métodos como sendo os mais eficazes.
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Fonte: http://appserver.guabiruba.sc.gov.br/

sábado, 2 de maio de 2015

Como colaborar com a inclusão escolar?

Ensine seu filho, desde cedo, que ninguém é igual a ninguém. Cada um tem as suas particularidades e que todo merecem respeito!




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Fonte: Site Educar para Crescer