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sábado, 22 de agosto de 2015

Gagueira, você sabe o que é?



Gagueira é uma perturbação da fala, de origem psicomotora, que se caracteriza por repetição de sons e sílabas ou paradas involuntárias, ou seja, por interrupção da fala por inseguranças, excitações e bloqueios em todas as situações de comunicação, inclusive na leitura. Gaguejar diante do chefe, ao apresentar uma desculpa pelo atraso é muito diferente de fazê-lo na rotina do dia-a-dia, ler um texto em voz alta ou pedir pão na padaria.


Causas
A gagueira é um distúrbio multifatorial. Pode ter origem genética, orgânica, psicológica e/ou social.


Sintomas
* Repetição ou prolongamento de sons e sílabas;
* Bloqueio de sons;
* Uso de interjeições para fazer a conexão entre as palavras;
* Simplificação de frases;
* Movimentos corporais para ajudar a liberar os sons ou silabas bloqueados.


Tratamento
Os tratamentos fonoaudiológicos procuram enfocar a aprendizagem motora de técnicas a serem usadas durante a fala; os tratamentos psicológicos tendem a enfocar os aspectos emocionais que interferem na fala da pessoa que gagueja.


Eles são considerados tratamentos complementares e sua eficácia depende da base teórica que os fundamenta, do profissional que os aplica e também da pessoa que gagueja.


Recomendações
* Não se acanhe nem deixe de expressar o que pensa ou o que sente se você gagueja;


* Procure valer-se dos artifícios que ajudam a diminuir os sintomas da gagueira.


* Use interjeições, substitua as palavras que de antemão sabe que tem dificuldade para pronunciar por outra equivalente, construa frases menos elaboradas;


* Leve a sério o tratamento. Não deixe de comparecer às sessões de fonoaudiologia nem às que visam ao atendimento psicológico.

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Gagueira, Orientações para Professores



O fenômeno da gagueira inicia-se a partir da disfluência normal que ocorre em todas as crianças por volta dos três anos de idade. A grande maioria das crianças passa tranquilamente por esta fase. Mas em alguns casos, esta pode se transformar em gagueira .

A gagueira infantil é mais comum do que se imagina e o professor é peça fundamental na detecção precoce e apoio para a realização de um tratamento efetivo.

Não existem regras rígidas na orientação do professor, depende muito da criança e de suas reações. Muitas vezes a pressão e a tensão para a criança se comunicar é tanta que ela pode desde se recusar a falar até não participar das atividades da classe e até mesmo não interagir com seus colegas. Para evitar que isso ocorra, sugerimos algumas dicas básicas para ajudar a criança:
 
1- Não rotule a criança e nem a trate diferente das outras;

2- Não peça para a criança não ter medo de falar ou ficar calma e respirar antes de falar;

3- Quando a criança falar olhe diretamente para seu rosto toda a sua atenção deve estar voltada para ela;

 
4- Observe se a criança consegue se comunicar e transmitir a mensagem;

 
5- Observe se os colegas ridicularizam a criança que gagueja;

 
6- Observe a leitura em voz alta, algumas crianças leem bem, mas outras simplesmente detestam estes momentos;

 
7- Quando a leitura é inevitável, chame primeiro a criança disfluente – quanto mais rápido, menos tempo a criança terá para sofrer com o momento da leitura;

 
8- Melhore a autoestima da criança, elogie-a sempre que possível;

 
9- Valorize os momentos de fala da criança, incentive-a a falar e a participar das atividades de classe.

 
Ao primeiro sinal de disfluência, oriente a família para procurar um Fonoaudiólogo .
Lembre-se: quando mais precoce a detecção e o diagnóstico da gagueira, melhor seu prognóstico.

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Sete Conselhos para Ajudar Crianças que Gaguejam


1. Fale com a criança sem pressa e com pausas frequentes. Quando seu filho terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. A fala lenta e relaxada é muito mais eficaz do que criticar ou dizer: fale devagar, repita mais devagar.

2. Reduza o número de perguntas ao seu filho. As crianças falam mais livremente ao expressar suas próprias ideias ao invés de responder às perguntas dos adultos. Ao invés de fazer perguntas, faça comentários sobre o que seu filho disse, mostrando que você está prestando atenção.

3. Utilize expressões faciais e linguagem corporal para demonstrar ao seu filho que você está mais atento ao conteúdo da mensagem do que à sua forma de falar.

4. Reserve alguns minutos, todos os dias, para dar atenção ao seu filho. Deixe que ele escolha o que gostaria de fazer. Permita que ele dirija as atividades, decidindo se quer falar ou não. Quando você falar, utilize uma fala lenta, tranquila, relaxada e com pausas frequentes.

Este momento calmo pode aumentar a autoconfiança da criança pequena, porque ela vai saber que o pai ou a mãe aprecia a sua companhia. Conforme a criança se torna mais velha, pode ser um momento em que se sente confortável para falar de seus sentimentos e experiências com o pai ou a mãe.
5. Auxilie todos os membros da família a aprender a escutar e esperar sua vez de falar. Para as crianças, principalmente para as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte.

6. Observe como você se relaciona com seu filho. Sempre que puder, mostre que você está prestando atenção ao que ele está falando e que ele pode utilizar o tempo que precisar para falar. Procure evitar a crítica, o falar rápido, as interrupções e as perguntas frequentes.

7. Acima de tudo, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O mais importante para o seu filho será o seu apoio, quer ele gagueje ou não.

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terça-feira, 30 de abril de 2013

Perguntas Frequentes sobre a Gagueira

 
 
 
Os sintomas e as sensações são muito variáveis. Falando especificamente dos sintomas externos, a pessoa sente tensão muscular (no caso dos bloqueios) ou sente que não consegue mexer a língua ou os lábios (no caso dos prolongamentos e das repetições).
 
 
 
 
Aproximadamente 1% das pessoas gaguejam. No mundo, são quase 70 milhões e, no Brasil, aproximadamente 2 milhões de pessoas tem algum grau de gagueira.
 
 
 
 
Fatores psicológicos como timidez e insegurança podem contribuir para o aparecimento da gagueira, mas eles isoladamente não podem ser considerados como a única causa da gagueira. Também está correto dizer que timidez e insegurança são consequências da gagueira: a pessoa fica insegura, porque sabe de suas dificuldades na hora de falar.
 
 
 
 
Isso é um mito. Com os estudos científicos atuais é possível afirmar que a gagueira é causada por fatores genéticos, orgânicos, sociais e psicológicos, como foi dito na questão anterior. Outro mito que ainda persiste, é que a pessoa gagueja porque é nervosa, ansiosa; a ansiedade pode contribuir para o aparecimento e a perpetuação da gagueira, mas só ela não é causa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 Uma pessoa que gagueja tende a falar menos e isso interfere quantitativa e qualitativamente nos objetivos atingidos.
 
No ambiente de trabalho, se a pessoa fala menos, seus colegas e chefes poderão não saber quais são seus verdadeiros interesses (o que pode comprometer o cargo que a pessoa ocupa), ela pode não defender seus pontos de vista (fazendo com que colegas e chefes não saibam o quanto ela pode ser inteligente e coerente), pode não conviver socialmente com os colegas como gostaria (sendo considerado "o isolado"): isso tudo pode interferir direta ou indiretamente na remuneração financeira da pessoa que gagueja.
 
No ambiente escolar, a pessoa que gagueja tende a participar menos durante as aulas, tende a não gostar de leituras em voz alta e provas orais, o que interfere em suas notas e no desenvolvimento de seu potencial.
 
No ambiente familiar, a pessoa que gagueja pode participar pouco das decisões familiares e pode discutir menos sobre situações que a desagradam, fazendo com que se sinta frustrada.
 
Com esses exemplos, é possível perceber que a gagueira pode afetar muito negativamente a vida de uma pessoa.
 
 
É importante ressaltar, no entanto, que muitas pessoas que gaguejam conseguem lidar de uma forma mais positiva com o seu problema.