sexta-feira, 4 de julho de 2014

Perda Auditiva e Desenvolvimento Infantil

Os problemas auditivos em crianças podem ocorrer antes, durante e após o nascimento, e com crianças de todas as idades. Eles  podem, de forma negativa, influenciar no desenvolvimento infantil. Vamos conferir?
 
 
Implicações da perda auditiva no desenvolvimento da criança:
 
 
# Atraso na aquisição da fala;
 
# Alteração no processamento auditivo;
 
# Distúrbios na integração dos estímulos auditivo-visual;
 
# Dificuldade com abstração;
 
# Problemas de aprendizagem e desempenho escolar;
 
# Distúrbios articulatórios, tanto a nível de produção, compreensão e expressão verbal.

 
O audiologista do seu filho irá fazer muito mais do que testar e avaliar a perda auditiva do seu filho. Ele ou ela também irá lhe apresentar inúmeras soluções e oportunidades para que seu filho desfrute  o mundo dos sons de novas maneiras. Não podemos esquecer que o acompanhamento de um fonoaudiólogo é fundamental para ajudar no desenvolvimento  da criança.
 
 
Os pais também podem ajudar seu filho a ouvir melhor e, consequentemente, no seu desenvolvimento  seguindo as seguintes dicas:
 
  • Obter a atenção de seu filho antes de falar. Chamar o nome do seu filho ou sinalize. Certifique-se que você tem a atenção de seu filho (por exemplo, o contato visual) antes de falar.
 
  • Fique perto enquanto está falando. De pé perto e mantendo-se ainda na altura da criança ajuda-o a ouvir melhor e ser menos distraída por movimentos.
 
  • Fique perto de seu filho quando se fala. Olhando para as suas expressões faciais e movimentos dos lábios pode ajudá-lo a entender melhor.
 
  • Fale em tom claro e audível de voz. Fale devagar e use palavras simples. Gesticular pode ser útil. 
 
  • Dê instruções claras e inequívocas. Use frases simples e faça todas as instruções claras e concisas.
 
  • Verifique se há compreensão. Certifique-se de que seu filho entenda o que está sendo dito. Observe sua expressão facial. Como alternativa, peça ao seu filho para reformular ou repetir instruções dadas.
 
  • Dê tempo para que seu filho responda as suas perguntas. Seja paciente e positivo: uma criança ansiosa e autoconsciente vai sentir ainda mais dificuldades para responder.
 
  • Seja positivo e encorajador. Seja sensível aos sentimentos do seu filho. Seja positivo sobre a aprendizagem do seu filho e celebre todo o progresso alcançado, não importa quão pequeno for.
 
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Crédito: hearing.siemens.com

Bom dia!!!!!


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quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que é alfabetização visual?

Professor de fotografia e curador João Kulcsár fala sobre a importância de ensinar a ler e produzir imagens. Confiram!
 
 
Quando a criança está aprendendo a ler, os irresistíveis livros ilustrados são maioria na estante, claro. Os olhares percorrem com calma e atenção os desenhos, as formas e as cores. À medida que o pequeno domina as primeiras letras, as primeiras palavras e os primeiros parágrafos, menos tempo é dedicado às ilustrações, até que elas quase magicamente somem dos livros.
 
 
Apesar de desaparecerem aos poucos dos livros conforme a criança cresce, as imagens estão em todo lugar - e cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Quem consegue interpretá-las e se expressar por meio delas tem vantagem não só no mercado de trabalho, mas na vida.
 
 
Veja a entrevista com o professor João Kulcsar, que é também curador de exposições e mantém o site Alfabetização Visual:
 
 
1. O que é alfabetização visual?
Alfabetização visual é o processo pelo qual aprendemos a fazer uma leitura crítica de imagens e a produzi-las como forma de expressão.

Diferente do que se pensa, as imagens não são naturais, mas um discurso construído. É preciso ter consciência disso. É importante, por exemplo, para lidar com propagandas de televisão. A criança com uma leitura crítica sabe identificar uma propaganda como tal e vai ter uma relação diferente com o consumo.

A gente vive em um mundo da cultura visual, muita coisa nos é transmitida pela imagem. Por isso, precisamos aprender a dominar esse recurso.
 
 
2. A escola também deveria alfabetizar visualmente?
A escola privilegia o aprender a ler e a escrever, mas a imagem também é muito importante para a comunicação. O problema é que o professor muitas vezes não foi capacitado para trabalhar com a leitura de imagens, porque elas têm muitos significados e são menos "diretas" do que conteúdos de disciplinas como Matemática e Português.

Cada um faz uma leitura própria das imagens, de acordo com o seu histórico, com o que aprendeu; e o professor pode sentir insegurança de trabalhar isso.
 

3. Atualmente qual é a importância de saber interpretar uma imagem?
Paulo Freire já dizia que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Você está sempre lendo o mundo por meio da imagem e construindo a sua opinião a partir dela. Precisamos aprender a, no mínimo, consumir melhor as imagens que vemos por aí.

Na época de Hitler, sabemos que Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha nazista, manipulava muito a propaganda e a imagem, fazendo uma nação inteira acreditar no projeto deles….
 

4. Como os pais podem contribuir para essa educação visual?
Os pais podem estimular o filho no cotidiano, de forma natural. Incentivando a criança a pensar sobre imagens do dia a dia, que aparecem no jornal, na televisão, na revista. Faça perguntas sobre a imagem. Um exercício que faço é tirar o som da televisão e assistir por um minuto. Observar a composição de elementos da imagem, quais são os enquadramentos utilizados... Aos poucos, você vai percebendo que existe um discurso por trás dessas escolhas estéticas.

Pais também podem fazer um exercício imaginativo com os filhos. Fechem os olhos e peça para a criança construir uma imagem mental. Peça para ela pensar em um lugar, por exemplo, e descrevê-lo com detalhes. Isso trabalha a criatividade e a imaginação.

Outra ideia é ler livros de fotografia e de ilustração. Vocês podem ler juntos, comentarem, discutirem. Cinemas e museus também trabalham essa questão.
 

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Crédito: Site Educar para Crescer
Visite também!
http://www.alfabetizacaovisual.com.br/
 

Filhos com deficiência auditiva

Ter filho com deficiência auditiva pode ser uma tarefa desafiadora, mas não deixe isso se tornar um grande problema na sua vida. Vamos conferir algumas formas de ajudá-lo?
 
 
Envolva-se com o problema de seu filho, mas não fique ansioso (a) e nem exagere na proteção, se não houver motivo para isso. Peça ajuda aos professores, audiologistas, outros profissionais e fale para a família e amigos sobre o que pensa da situação de seu filho. Essas pessoas poderão lhe ajudar observando o desenvolvimento de seu filho e socialização com outras crianças.
 
 
A melhor maneira de ajudá-lo é ser atencioso e amoroso, aceitando-o e encorajando-o:
  • Fale bastante com seu filho, pois dessa forma ele poderá aprender como usar sua capacidade auditiva e linguagem labial.

  • Elogie-o quando ele fizer algo correto.

  • Sorria para ele, um sorriso significa muito para uma criança com deficiência auditiva.

  • Seja atencioso com ele.

  • Leia história e cante para ele antes dele dormir.

  • Faça atividades físicas e mantenha sempre um contato físico.


É sempre bom lembrar que quanto mais você entender a situação de seu filho, mais fácil será para ajudá-lo e dar o suporte que ele merece.
 
 
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Crédito: Sociedade Brasileira de Otologia

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dá para educar sem palmadas?

Projeto de lei altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e proíbe castigos físicos e humilhantes contra os pequenos - incluindo palmadas, beliscões e apertões.  O Educar para Crescer levantou orientações essenciais para uma educação sem palmada. Reflita!
 
 
Palmadinha educativa, tapa pedagógico ou punição preventiva são alguns dos termos usados por aqueles que recorrem ao castigo físico na educação dos filhos, a fim de justificá-lo. Porém, uma lei aprovada pela Câmara no dia 21 de maio pode levar esses pais a rever os seus métodos, ainda que os associem com amor, proteção e disciplina.
 
 
A Lei da Palmada, como era conhecida, segue agora para o Senado com um novo nome: Lei Menino Bernardo, em homenagem ao garoto Bernardo Boldrini, que foi encontrado morto em Três Passos (RS), em abril.
 
 
Diante desse panorama, muitos pais temem perder a autoridade e o controle sobre a educação dos filhos, por não poderem mais aplicar "uma palmadinha de vez em quando". Mas especialistas alegam não haver, sequer, o menor risco de isso acontecer. É o diálogo que coloca limites. A força física apenas gera medo e o medo faz obedecer, mas não transmite princípios, nem impõe respeito.
 
 
Envolvido com essa questão, o Educar para Crescer levantou orientações essenciais para uma educação sem palmada. Leia e reflita:
 
 
1. Conversar é o melhor método
Muitos pais alegam usar a palmada quando a conversa não surte efeito. Mas especialistas recomendam: é preciso falar, repetir, tornar a repetir e fazer combinados. Sempre fazendo uso de uma linguagem inteligível à criança, de acordo com sua faixa etária.
 
 
2. Entender os comportamentos de cada idade
É preciso desconstruir o mito de que toda criança é um serzinho terrível e impossível de controlar. Muitos pais vivem em estado de alerta com essa ideia, mas, às vezes, trata-se de uma questão de relembrar um pouco como é ser criança. Muitas vezes a criança não tem poder para mudar uma situação que a desagrada, como ir embora do supermercado, então faz birra. Muitos pais resistem em alterar alguns hábitos depois do nascimento dos filhos, mas isso é inevitável. A rotina tem que mudar, para acomodar as necessidades das crianças. Não se pode exigir que elas fiquem bem aonde quer que as levemos.
 

3. Repreender de um jeito melhor
Quando um adulto erra, ele é punido com as consequências de seu próprio ato. Por que, então, a punição para uma criança que erra deve ser palmada, chinelada ou outro tipo de castigo físico? Não seria mais coerente introduzir-lhe, desde sempre, a ideia de causa e consequência?  O castigo não pode ser aleatório, e sim estar diretamente relacionado ao erro cometido, para a criança perceber a consequência.
 


4. Identificar a violência
Por que se bate em crianças e adolescentes? Uma das explicações pode ser: porque as famílias, ao fazerem isso, não se reconhecem cometendo violência. Elas relacionam com correção, com educação e até com demonstração de amor. "Mas ligar agressão física a amor é de uma perversidade inaceitável", aponta Ângela Soligo. Para ela, o interesse dos pais pela vida dos filhos, a preocupação e a demonstração da tolerância, por meio do diálogo, é que demonstram amor e educam.
 Paulo Sérgio Pinheiro também não acredita em palmadinha delicada ou pedagógica. "As crianças não são propriedade dos pais e elas precisam ter sua integridade física respeitada. Eu vejo o castigo físico em crianças como uma sobrevivência autoritária do pátrio poder. Então a democracia tem de parar na soleira das portas das casas? Com certeza não."
 
 
5. Ver o sinal de descontrole
Dia intenso de trabalho, trânsito para voltar para casa, contas a vencer, jantar por fazer e o maior cansaço. É nesse contexto que, se o filho arrisca desobedecer ou fazer birra, aparecem as palmadas, os tapas e os beliscões. Segundo especialistas, a punição física surge, na maioria das vezes, num momento de descontrole dos pais, de impaciência e intolerância. E, passada a raiva, vem a culpa, e é aí que mora outro problema, que é o ganho secundário da criança. "Ela sabe que, depois que os pais batem, eles se arrependem e, então, fazem sua vontade. Infelizmente, essa é uma postura comum nas famílias", diz Maria Irene Maluf, especialista em psicopedagogia e neuropedagogia, de São Paulo.
 
A especialista aponta, ainda, outro motivo para deixar as palmadas de fora das situações de conflito vividas com a criança. "Os filhos acabam se tornando dependentes do tapa para pararem [com a birra, com o esperneio, com a desobediência etc.]. E é essa mensagem que você quer passar para eles? A de que precisam apanhar para se acalmarem?"
 
A questão esbarra em um dos mantras da educação que é a transmissão do exemplo: para a criança, tudo o que os pais fazem é considerado modelo de conduta. Então beliscar pode? Bater no colega pode? É desta maneira que eu resolvo minha irritação?


6. Ofender é tão grave quanto
Ofender, ridicularizar e humilhar verbalmente também são formas de violência, e podem deixar marcas profundas na criança ou no adolescente. E o problema é que os pais dificilmente percebem uma agressão na violência verbal.  A consequência recai diretamente na percepção do amor (a criança deixa de se sentir amada com o passar do tempo) e na autoestima, o que pode afetar, futuramente, sua vida profissional, familiar ou amorosa.
 


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Crédito: Site Educar para Crescer