domingo, 20 de agosto de 2017

Teimosia na infância


Alguns pais se perguntam porque os seus filhos são tão teimosos, e o que eles podem fazer para controlar este comportamento. Se pode mudar este tipo de conduta? Se consideramos o que diz a ciência de que as crianças não nascem ‘cabeça dura’, e sim que esta conduta pode aparecer em algum momento ou fase da infância da maioria, chegamos à conclusão de que este comportamento pode ser uma consequência da educação que as crianças recebem em casa, na escola, etc. Todas as crianças passam pela teimosia. Cabe aos pais não permitir que esta teimosia perdure por muito tempo e acabe sendo um hábito ou um costume.

Como se pode educar a uma criança teimosa?

Teimosia infantil. Crianças teimosas
Todos sabemos que não é fácil dizer NÃO para uma criança. Mas o NÃO é necessário, é a forma que têm os pais de dar limites aos seus filhos e fazer-lhes entender que nem tudo o que se quer, é possível ou recomendável. Só assim eles amadurecem. E o que acontece quando se diz NÃO a uma criança teimosa? Pra uma criança teimosa o NÃO, não existe, tem que ter algo mais para convencê-la. Ela vai armar uma cena nada agradável, porque vai chorar, gritar, fazer birra, espernear… E é neste momento que os pais devem atuar com firmeza. Dizer NAO e não voltar atrás. O importante não é nem o NÃO que se diz, mas a forma como se diz. Os pais devem mostrar uma atitude de convencimento, de segurança, de autoridade (sem autoritarismo). Não devem levantar a voz, nem mostrar-se nervoso. A criança percebe tudo, até mesmo a insegurança dos pais.
Uma criança obstinada, teimosa e caprichosa não aceita ordens, nem sugestões, pedidos, nem conselhos. As crianças teimosas  não aceitam a obediência e o cumprimento de regras. A sua resposta será sempre negativa para os pais. Normalmente, se mostram impulsivos, resistentes e ‘emburrados’. O que fazer?

Ideias para lidar com a teimosia infantil

1- Os pais não devem mostrar-se exaltados nem nervosos quando se dirijam aos filhos teimosos.
2- Os pais devem exercitar a autoridade mas com paciência, segurança, claridade e firmeza.
3- Diante do NÃO de uma criança, os pais devem buscar o diálogo com ela.
4- A educação requer paciência e perseverança, até que se transforme em rotina.
5- A criança é mais feliz quando sabe o que os pais esperam dela. E isso se diz com limites.
6- A teimosia ou a birra é uma reação desesperada à frustração ou insatisfação, e portanto não represente um trauma para a criança. Deve ser corrigida com o apoio dos pais.
7- Os pais devem saber o por que da teimosia do filho. Algumas vezes, a teimosa vem por rebeldias ou negação de alguma situação que esteja vivendo a criança: divórcio dos pais, mudança de casa, ansiedade, etc.

8- A obediência é uma aprendizagem que deve ser aplicada desde que as crianças são bem pequenas.
9- Teimosia é uma coisa e enfado é outra. A criança pode se enfadar, mas não pode faltar ao respeito com os pais.
10- Se a teimosia persiste, seria bom que os pais fizessem uma auto-avaliação dos seus próprios comportamentos. Muitas vezes, as crianças imitam os defeitos dos pais.
11- Não use a força nem o castigo físico para corrigir a teimosia das crianças. Não educa.
Fonte consultada:- ‘A teimosia’, de Teodoro Hernández Moya
- ‘A criança feliz’, de Dorothy Corkille Briggs
http://br.guiainfantil.com/materias/educacao/comportamento/criancas-teimosas-teimosia-infantil/

domingo, 13 de agosto de 2017

Tarefas domésticas: o que seu filho pode fazer por idade














Se você já parou para pensar em que momento poderia pedir para o seu filho contribuir com algumas tarefas de casa, saiba que essa ajuda pode começar mais cedo do que imagina. Mesmo com pouca idade, a criança já possui capacidade motora suficiente para desempenhar uma série de atividades. E isso é importante para ela, pois, quando é incluída em tarefas domésticas, passa a participar da dinâmica familiar e percebe como as atividades feitas pelos pais são difíceis, valorizando mais esses momentos. 

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Mas, claro, tudo tem o tempo certo. Por isso, se você quer ter a companhia do seu filho para algumas tarefas, saiba que é preciso respeitar o desenvolvimento dele. E o mais importante: que esse momento seja gostoso para a criança (e para você, que acabou de ganhar um parceiro para ajudá-la um pouquinho). Abaixo, uma lista sobre a melhor época para ele começar a desempenhar cada atividade. Inspire-se!
2 anos
Uma das melhores maneiras de introduzir a criança nas tarefas de casa é por meio daquilo que está mais perto dela no momento, ou seja, os brinquedos. Sente-se ao lado de seu filho e arrume-os por tipo, tamanho ou cor, fazendo com que a própria atividade se torne uma brincadeira. Aos poucos, ele vai entender o conceito de organização.
3 e 4 anos
Nessa faixa etária, você já pode incentivar o seu filho a arrumar a mochila da escola e levar o prato de comida até a pia. Você também pode pedir para que ele ajude-o a organizar alguns objetos da casa, levando-os ao lugar certo e colocando dentro de um armário (sempre com sua supervisão nesse momento, claro!). Pode ser o par de sapatos ou roupas, por exemplo. 
De 5 a 7 anos
Aqui a criança já começa a entender melhor as noções de responsabilidade e cuidado. Então, você pode orientá-la a esvaziar o lixo do banheiro, por exemplo, sem que ela espalhe tudo no chão ou queira pegar algo de dentro do cesto. Seu filho pode ainda tentar arrumar a cama e dobrar algumas roupas. Outra tarefa que você pode delegar – e que ele vai adorar – é a de regar as plantas.

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Acima de 8 anos
Nesta idade, seu filho já tem mais habilidades motoras e é capaz de desempenhar algumas funções maiores sem cometer acidentes (como derrubar e quebrar objetos). Ele consegue ajudar a arrumar a mesa para as refeições, a carregar as compras do supermercado e a limpar o quarto. Da mesma forma com que acontece com a planta, a criança pode ajudar a cuidar de um animal de estimação. Com mais alguns anos, pode até ajudar a cuidar de um irmão mais novo.

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Fontes: Luiz Guilherme Araújo Florence, pediatra; Léa Albertoni, diretora da Escola Paulistinha, mantida pela Unifesp (SP), e Tânia Shimoda Sakano, pediatra

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2013/02/quando-seu-filho-vai-poder-ajudar-nas-tarefas-domesticas.html

domingo, 6 de agosto de 2017

Por que a mudança é um problema para crianças com autismo?


É comum as pessoas adquirirem hábitos e se apegarem a eles. Pense como às vezes é difícil para você mudar a marca de algum produto que consome, ou então frequentar lugares diferentes dos de costume. Com o tempo, nós aprendemos a lidar com as transições em nossa vida, mas para as crianças é ainda um aprendizado. Então, ir embora do parquinho, guardar os brinquedos para ir jantar, ou algo mais grandioso como trocar de escola, geralmente desencadeiam resistência, frustrações e até birras. 
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Tudo aquilo que é feito de maneira ordenada e previsível é muito mais aceito para as crianças com autismo. Mas a vida é uma mudança constante, então precisamos ajudar essas crianças a lidar com as transições também.
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  1. Crie rotinas. Essa é uma dica básica para quem tem uma criança com autismo. A rotina sempre ajudará em várias ocasiões, como tomar banho, alimentar-se, dormir, ir à escola, etc. É a premissa básica para que o cotidiano da criança esteja estruturado e funcione.
  2. Dê dicas visuais. Todas as rotinas, especialmente aquelas em que a criança tem mais dificuldade, devem estar visíveis em casa e na escola. Manter calendários e quadros com sequências que podem ser alteradas é a melhor forma de fazer com que a criança compreenda aquilo que já aconteceu e o que se espera que ela faça.
  3. Ofereça previsibilidade. O quadro de rotinas é muito útil para oferecer previsibilidade. Quando a criança está acostumada a visualizar o que irá acontecer, é muito mais fácil colocar algo diferente para que ela visualize em seu dia.
  4. Use a contagem regressiva. Mais uma vez, dê preferencia para demonstrar visualmente algo que irá acontecer. Se for algo que acontecerá dentro de alguns dias, como o dia de cortar o cabelo ou um casamento, por exemplo, demonstre visualmente dia a dia em um calendário. Vá riscando os dias e mostrando o quando falta até a data do acontecimento. Se for uma mudança no dia, coloque uma foto ou imagem no quadro de rotina. Se for algo ainda mais próximo, como ir embora do parquinho, mostre em um cronômetro 10 minutos antes, depois 5 minutos, depois 2 e 1, até que chegue o horário. Sempre envolva a criança neste processo.
  5. Use recompensas. Ofereça o reforço positivo sempre que a criança se comportar adequadamente diante de uma transição. Lembrando que o reforço positivo não é necessariamente algo material, pode ser simplesmente um abraço ou elogio.
  6. Quebre a rotina de vez em quando. Não faça sempre o mesmo caminho para a escola, mude objetos de lugar em casa, assista outros canais de televisão, ensine a brincar de outras formas com o mesmo brinquedo, etc. É claro que não tudo no mesmo dia, mas é importante colocar essas pequenas mudanças no dia a dia, gradativamente.
E se mesmo assim a criança reagir

 de forma inesperada?
Dê tempo e espaço para que ela se tranquilize. Mantenha a calma, para poder transmitir isso a ela. Respeite sua frustração, mas mantenha-se firme em seu propósito. Sua reação definirá como ela se comportará diante das próximas mudanças. Ser consistente e exercitar diariamente fará com que as práticas se tornem hábitos.
Essas são apenas algumas sugestões de como pais e professores podem ajudar as crianças com autismo a encarar as mudanças. As sugestões devem ser experimentadas, mas cada criança reagirá de forma diferente. O tempo de adaptação também é diferente em cada uma, por isso é importante estar atento ao comportamento de cada uma em particular.
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Por Amanda Puly
Fonte: http://clubematerno.net/2016/09/22/por-que-mudanca-e-um-problema-para-criancas-com-autismo/

domingo, 30 de julho de 2017

Problemas de fala: as 5 perguntas que você gostaria de fazer a um fonoaudiólogo

Muitos pais chegam ao consultório do fonoaudiólogo do filho cheios de dúvidas... Veja aqui as respostas às questões mais comuns trazidas aos profissionais:
(Por Lilian Kuhn )

Há alguns motivos para as pessoas procurarem um atendimento fonoaudiológico. Seja por orientação da escola ou do médico, sugestão de um familiar ou até mesmo o famoso feeling,percebo que muitas dúvidas surgem nos pais e acompanhantes mesmo antes do primeiro contato com um profissional da área. Atire a primeira pedra que nunca ficou com vergonha de perguntar algo durante a consulta, não é mesmo?
Então, ao invés de dizer  “Doutora, eu não quis te questionar na hora, mas..." ou "Meu filho vai a um fonoaudiólogo e eu não sei se está adiantando. Será que devo procurar outro?", dê uma olhada nas dúvidas mais recorrentes que você gostaria (e deveria!) trazer ao fono que atende o seu filho:
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“Como você sabe que o meu filho tem uma alteração na fala?”

O fonoaudiólogo é o profissional apto a avaliar e diagnosticar alterações na fala. Além de ter um conhecimento teórico sobre o desenvolvimento típico de linguagem que embasa a observação clínica do profissional, ele pode utilizar diversos instrumentos que auxiliam no diagnóstico da criança. Assim, durante a avaliação (que, normalmente, tem duração de até quatro sessões), ele utiliza testes e protocolos, faz gravações de áudio/vídeo e também aplica questionários aos pais. Notem que, muitas vezes, a avaliação é “disfarçada”, ou seja, em brincadeiras e conversas com a criança.
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“Levo meu filho na consulta e ele só brinca”

As crianças pequenas aprendem brincando! Seja na escola, em casa, ou no consultório do fonoaudiólogo, é por meio das brincadeiras que elas vão aprender e se desenvolver. Desta forma, para tornar o processo terapêutico mais atrativo para o paciente, nós utilizamos brinquedos, jogos e até dispositivos eletrônicos. A grande diferença entre o brincar fonoaudiológico e a brincadeira em casa é que os jogos oferecidos ao paciente não são escolhidos aleatoriamente com o intuito de ele se divertir. Nós os utilizamos como instrumento para criar oportunidades e trabalhar a dificuldade apresentada pela criança.
Por exemplo, se o paciente tem alteração na produção do som “P”, eu posso sugerir brincarmos com um jogo de memória no qual os objetos têm nomes iniciados com essa letra. Se uma criança ama carrinhos e precisa trabalhar de forma específica a musculatura da boca, eu posso brincar de corrida e, enquanto o carrinho anda, ela tem que fazer a vibração dos lábios. E assim por diante...
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“Não vejo melhoras no meu filho. Será que devo mudar de profissional?”

Cada caso é um caso. Algumas melhoras acontecem muito rapidamente e outras demoram um pouco mais. Entretanto, todos nós - incluindo pais e pacientes -, precisamos ter parâmetros para julgar o bom andamento (ou não) de um processo terapêutico.Talvez a evolução seja menor do que esperada ou se restrinja a apenas um dos aspectos que precisam ser trabalhados, mas alguma melhora deve ser percebida. Se mesmo assim você continuar em dúvida, pergunte ao fonoaudiólogo e peça para ele dar exemplos da melhoria. Algumas vezes, a expectativa é grande e os pais não percebem o quanto a criança já mudou. Mas se já se passaram seis meses de trabalho e nada foi modificado, é hora de rever os trilhos da terapia e talvez pensar em outras estratégias para sanar a alteração.
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“Quanto tempo vai demorar pra terminar o tratamento?”

A duração depende principalmente do distúrbio ou da alteração que o paciente apresenta, mas também de fatores como a evolução individual durante o tratamento, o comprometimento do paciente e a dedicação da família (assiduidade e pontualidade são fundamentais!). O tempo médio da terapia para alteração funcional da voz costuma ser de seis meses. Já para crianças que nascem com deficiência auditiva, esse tempo pode ser de alguns anos, uma vez que o terapeuta acompanhará desde o desenvolvimento de linguagem oral até a fase da alfabetização. Mas uma regra é certa: o tratamento se dará de forma contínua até que a alteração cesse.
Quer ter uma ideia? Acesse o documento Guia de orientação ao fonoaudiólogo: Balizador de tempo de tratamento em Fonoaudiologia, criado pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia. Lá é possível ver o tempo médio de duração de um processo terapêutico, bem como o número mínimo de atendimentos por semana e a duração recomendada da consulta/sessão para cada tipo de distúrbio. Mas, vale lembrar que há variações individuais que podem aumentar ou diminuir o tempo de tratamento.
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“O que devo fazer depois da alta fonoaudiológica?”

Ao receber a liberação do profissional, espera-se que o paciente já tenha superado suas questões fonoaudiológicas e esteja apto a lidar com algumas dificuldades que, por ventura, possam surgir.  É de praxe que haja um desligamento gradativo para que o profissional possa acompanhar a evolução. Por isso, depois da alta dos atendimentos semanais, o fonoaudiólogo pode propor acompanhamentos quinzenais, mensais e/ou reavaliações semestrais. Aos pais e pacientes, a dica é não esquecer as estratégias e exercícios aprendidos. E, caso percebam alguma recaída, corram para o consutório!
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Por fim, vale lembrar que a transparência e a confiança entre o profissional e a família (e vice-versa) é essencial para relação e também para o avanço no processo terapêutico fonoaudiológico. Conversar é fundamental.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Lilian-Kuhn/noticia/2016/06/problemas-de-fala-5-perguntas-que-voce-gostaria-de-fazer-um-fonoaudiologo.html

domingo, 23 de julho de 2017

O papel do psicopedagogo frente ao autismo


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Por ser um profissional de investigação na relação da criança com a aprendizagem e suas dificuldades, o psicopedagogo identifica e atua nas causas que promovem esse insucesso, objetivando tornar a vida, do seu paciente, mais saudável. 


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O ponto inicial é valorizar todo o conhecimento que essa criança traz do seu mundo, considerando suas experiências, aprendendo com ela, respeitando suas limitações e favorecendo uma relação de confiança e prazer.




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Entre os vários atendimentos terapêuticos dos quais o autista necessita, a  intervenção psicopedagógica é extremamente importante para o desenvolvimento intelectual, social, afetivo e corporal. 


O psicopedagogo é altamente relevante na vida da criança com TEA. Se pensarmos em terapias sem a participação desse profissional, provavelmente estaremos bloqueando a possibilidade desses pacientes terem assegurado um processo de aprendizagem mais significativo e lúdico, sua socialização mais fidedigna, seu desempenho cognitivo reabilitado e a descoberta de seus estímulos assegurada com resultados extraordinários; ou seja, perde-se a qualidade do atendimento multidisciplinar e a oportunidade de otimizar todo processo da aprendizagem e do desenvolvimento desse indivíduo.


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Compete ao psicopedagogo conhecer as características da criança com o TEA, através de observações e diálogos francos com os familiares, para que tenha condições de planejar uma intervenção que venha atingir as necessidades e os aspectos afetivos, cognitivos e comportamentais.



Seu  papel é de intervenção e/ou interferência, tratando da causa, com o objetivo de orientar comportamentos, mediar ações, compreender e assimilar o processo de desenvolvimento desse individuo e interação com a sociedade, conforme suas condições e limitações, num relacionamento com um mundo diferente do seu.


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O psicopedagogo, diante do diagnóstico, orientará a família e professores  em ações diversificadas:   educacionais para a aquisição da aprendizagem; no desenvolvimento da autoestima e na formação da personalidade humana, ajudando a criança autista a se sentir pertencente e inserida no contexto escolar, integrada na família e na sociedade.  
Por Rosangela Paris (Adaptado)
Fonte: http://www.utilitaonline.com.br/2015/07/15/o-papel-psicopedagogo-frente-ao-autismo/




domingo, 16 de julho de 2017

O desenvolvimento do autista por meio da psicomotricidade








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A psicomotricidade é uma ciência que envolve o desenvolvimento integrado de habilidades motoras associado aos aspectos emocionais e cognitivos, com a finalidade de melhorar e lapidar as expressões coordenadas dos movimentos do indivíduo durante uma atividade ou uma tarefa sequencial. 
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Por definição, a psicomotricidade necessita de intervenções que prezam por uma  boa estruturação hierárquica de requisitos funcionais e pela participação global das funções cerebrais.  Neste sentido, a abordagem psicomotora pode ser uma forma de manejo muito interessante em crianças com autismo, pois seu direcionamento vem de encontro às necessidades destas, as quais têm características evidentes de desestruturação sensorial, motora, na linguagem e na capacidade de perceber ambientes sociais, contextuais e correlacionar com a linguagem verbal ou não-verbal.
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A falta de controle  pela criança  de seus impulsos, limites sociais, percepção de espaço de acordo com o contexto e com as demandas de terceiros, fazem com que as formas de se expressar pelo corpo fiquem muito prejudicadas e desorganizadas. O controle de seus movimentos depende de noção espacial, sensibilidade, interação com o meio e com o outro, sendo exatamente a capacidade de integrar estes elementos que define a eficácia de uma ação organizada e também a expressão de um desejo positivo ou negativo durante a  interação com os demais a sua volta.
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A psicomotricidade permite que a criança com autismo possa adquirir o que lhe é mais caro e deficitário: apropriar-se de sua imagem e esquema corporal e  da consciência de seu corpo dentro de um ambiente ou de um contexto.  Para tal objetivo, é importante que se trabalhe com esta criança por meio de estratégias que a faça se auto-perceber e se inter-relacionar com os limites do meio. Atividades como rolar, pular, tocar, mudando de lado ou de posição (frente/atrás) fazem com que ela consiga, aos poucos, perceber os limites entre seu interno e seu externo.  Deve-se, a todo momento, manter o contato visual e ajudar a seguir comandos com mudança de tonalidade de voz, a fim de desenvolver a capacidade de agir, com finalidade de iniciar e terminar processos. É comum estes conhecimentos estarem associados aos métodos de integração sensorial, pois existem muitas intersecções e estratagemas em comum entre ambos(...).
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O envolvimento da família nestas atividades é fundamental e a mesma pode ser orientada a manter tais atividades em ambiente doméstico. Os cuidadores devem ser instruídos e orientados a entender os objetivos das intervenções e estimulados a ampliar a gama de estratégias nos mais diversos contextos. É salutar que o tratamento psicomotor seja conduzido dentro de uma abordagem interdisciplinar e associado a outras formas de intervenção, pois o desenvolvimento da linguagem, o tratamento de comorbidades e o suporte escolar acrescentam e auxiliam muito a generalizar os resultados do tratamento.

Fonte: http://entendendoautismo.com.br/artigos/o-desenvolvimento-do-autista-por-meio-da-psicomotricidade/ (adaptado)