domingo, 15 de janeiro de 2017

Alimentação no primeiro ano do bebê

O primeiro ano do bebê é uma constante aprendizagem para ele e seus pais. O bebê aprende a mover-se, a relacionar-se, a comunicar-se..., como também a comer. O leite materno ou a mamadeira é a sua alimentação inicial.
Depois de um longo período de exclusiva amamentação, o bebê começará a provar papinhas, sopas e frutas. Será uma etapa de adaptação, uma atrás de outra. O importante é ter paciência e persistência para que o bebê descubra cada sabor de uma forma tranquila.

Alimentação nos primeiros 6 meses do bebê
Durante os primeiros 6 meses de vida, a alimentação do bebê é basicamente de leite, materna ou de mamadeira. Nada de água, nem chás, nem sucos, só leite. O leite já fornece tudo o que é necessário para a saúde do bebê. O leite hidrata e aumenta a imunidade da criança.
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De todos modos, o pediatra do seu bebê dará orientação sobre o tipo e a quantidade de leite para cada dia e mês, e ao mesmo tempo, identificará se existe algum tipo de problema alimentício como a intolerância ou alergia.
Se é possível, o leite materno é o mais indicada para o bebê porque além de suas propriedades nutricionais, dar o peito ao bebê estimula o vínculo materno.
Nada de substituir o leite materno pelo leite de vaca integral. Se não é possível dar o peito ao bebê, o recomendável é fornecer fórmulas infantis prescritas pelo pediatra.

Alimentação a partir do sexto mês de vida do bebê
A partir do sexto mês de vida do bebê, o leite segue sendo básico, e se pode introduzir o glúten na sua alimentação. Esta etapa é muito importante na dieta de uma criança. É quando os pais devem introduzir as papinhas na rotina alimentar do bebê, tanto doces como salgadas. Normalmente são quatro mamadas para duas papinhas.
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É importante não utilizar o liquidificador para triturar as frutas ou verduras. Os pediatras dizem que o melhor é que a papinha fique pastosa para que o bebê possa ir se acostumando com novas texturas. O melhor, no início, é raspar, ralar, espremer, peneirar ou amassar os alimentos.
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Ao princípio, se deve evitar as frutas ácidas. Melhor a laranja, a lima, a pêra, maçã…, e de preferência que sejam frescas e da estação.

As primeiras papinhas e sopas do bebê
A primeira papa salgada deve ser oferecida ao bebê junto com a doce. Se pode usar cereais, leguminosas, carne (frango e de vaca), verduras e legumes. O óleo vegetal deve ser usado o mínimo possível.
Uma das primeiras sopas para o bebê pode ser com batata, cenoura, caldo de músculo, cebola, sal e azeite. Se pode incluir algumas folhas e algo de carne. O importante, antes de introduzir um alimento novo na dieta do bebê, é consultar com o pediatra, e usar produtos frescos.
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Alimentação a partir do nono mês de vida do bebê
Do nono até o primeiro ano de vida do bebê, se pode oferecer alimentos com mais consistência, para estimular a mastigação. Se deve oferecer pequenos pedaços de fruta, de pão, e de outros alimentos que obriguem ao bebê a mastigar.
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Conselhos para a  alimentação do bebê
-Água. A partir dos seis meses, o bebê pode começar a tomar água e sucos naturais, sem açúcar e bem diluídos, como máximo 100 ml/dia, e no copo.
-Se deve ter muito cuidado com a higiene na alimentação do bebê, tanto com os alimentos como com os objetos que utilizarão os pais para dar de comer ao bebê.
-Muita paciência na hora de oferecer um alimento novo ao bebê. O ambiente deve ser o mais tranqüilo possível, na hora de comer.
-Evitar dar prêmios ao bebê quando ele coma tudo.


Fonte:https://br.guiainfantil.com/alimentacao-por-idades/117-alimentacao-no-primeiro-ano-do-bebe.html

domingo, 8 de janeiro de 2017

Quando seu filho não fala

Você está se trocando para ir ao trabalho e, de repente, escuta um “mama”. É o seu filho engatinhando em sua direção e chamando a sua atenção. Não dá para descrever o que é ouvir o filho falar pela primeira vez, certo? Esse é apenas o começo do desenvolvimento da fala, que se inicia por volta do primeiro ano e deve estar mais completo por volta dos 5 anos. Até lá, ele vai falando sons aos poucos, escutando e imitando quem o cerca. Mas nem sempre isso acontece. “Se até os 3 anos a criança fala pouco ou quase nada, ela precisa de ajuda de um especialista indicado pelo pediatra”, afirma Andréa Cristina Cardoso, fonoaudióloga do Hospital Sírio-Libanês (SP). E as razões podem ser várias. 
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Primeiro, o médico vai descartar problemas neurológicos ou psiquiátricos, como lesões cerebrais, autismo e esquizofrenia. Depois, vai verificar a audição. Explica-se: para que a criança desenvolva a fala, é preciso que ela escute bem, afinal, a linguagem é adquirida pela imitação. “Ainda que o teste da orelhinha (feito no dia do nascimento) não detecte nenhum problema, a criança pode ter uma deficiência auditiva. Há doenças, como meningite e sarampo, que podem acarretar alguma perda da audição”, diz. Se alguns desses problemas é diagnosticado, o pediatra irá pedir exames para comprovar e, com os resultados em mãos, o tratamento será iniciado imediatamente. 

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Se essas hipóteses forem descartadas, existe a possibilidade da causa do atraso da fala da criança estar no ambiente. Se ela não é estimuldada a falar, vai demorar mais para desenvolver a linguagem. Para que a criança imite, pratique e, assim, aprenda, é fundamental que você e os cuidadores a estimule e conversem com ela. Atividades simples do dia a dia, como na hora de trocar a fralda, de dar o banho e até a amamentação, são momentos favoráveis para esse exercício de incentivo da fala. “Diga o nome das coisas, das cores, o que é quente, o que é frio, sem infantilizar e pronunciando corretamente”, diz Andréa. Os irmãos mais velhos são ótimos aliados no aprendizado dos mais novos. 

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Outro ponto importante é não acomodar a criança. Se o seu filho quer alguma coisa, simplesmente aponta e você já o atende, ele não vai ter de se esforçar para falar. Tenha paciência e incentive-o a pedir o que quer. Lembre-se: as consultas de rotina ao pediatra da criança são fundamentais para que ele avalie seu desenvolvimento e quando é hora de haver intervenção de algum outro profissional, principalmente o fonoaudiólogo.


Fonte:http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI71809-15152,00-QUANDO+SEU+FILHO+NAO+FALA.html (adaptado)

domingo, 18 de dezembro de 2016

O papel da Terapia Ocupacional na demência senil


A Terapia Ocupacional foca a sua intervenção na capacitação da pessoa para o desempenho e envolvimento em ocupações  que a própria considere como significativas, sendo que estas  poderão estar relacionadas com os autocuidados, com lazer ou com produtividade.
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Na sua intervenção, o Terapeuta Ocupacional tem em consideração três dimensões, sendo elas a pessoa, a ocupação e o ambiente, podendo intervir em cada uma delas.
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A abordagem da Terapia Ocupacional, na demência senil,  assume um papel essencial, quer na intervenção direta com a pessoa necessitada, quer com os cuidadores.
O Terapeuta Ocupacional é um profissional qualificado para intervir: ao nível das Atividades da Vida Diária, realizando por exemplo, treino de alimentação ou treino de higiene; na manutenção e promoção da participação em ocupações que vão ao encontro dos desejos e necessidades da pessoa; na participação em  atividades terapêuticas estimulantes  em termos cognitivos, motores, emocionais e sensoriais; na  graduação das ocupações, para  permitir à pessoa um maior sucesso no seu desempenho; na adaptação do ambiente físico à pessoa com demência senil, permitindo assim a diminuição do risco de quedas e uma maior segurança; e no apoio e aconselhamento dos cuidadores.
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Nas fases iniciais, o papel do Terapeuta Ocupacional está principalmente relacionado com a informação prestada ao usuário e ao cuidador; com a adaptação do ambiente, para  garantir a segurança e a manutenção das Atividades Instrumentais da Vida Diária (como por exemplo, a utilização do telefone ou a gestão da correspondência).
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À medida que a doença progride, o papel do Terapeuta Ocupacional passa a estar cada vez mais relacionado com a garantia do bem-estar e qualidade de vida do usuário e dos cuidadores.
Desta forma, existe uma maior incidência na intervenção a nível sensorial, com repetição de atividades prazerosas que aumentem o sentido de familiaridade do paciente e no treino de técnicas que facilitem o cuidado.
Fonte: http://neuroser.pt/2016/10/28/papel-da-terapia-ocupacional-na-demencia/ (adaptado)


domingo, 11 de dezembro de 2016

3 coisas sobre a fala das crianças


Quais são os problemas de fala mais comuns e quando aparecem?
O primeiro que pode surgir é o atraso no início da fala, que é percebido quando a criança articula pouco ou quase nada aos 2 anos, idade em que deveria conseguir se comunicar com frases simples, como “me dá.” Se isso não acontece, é preciso marcar uma consulta com o fonoaudiólogo. Aos 3, acontecem as trocas de fonemas, mas isso não é necessariamente um problema. Vai depender da substituição que ele faz e da etapa em que isso acontece. Por exemplo, nessa idade é comum a criança “comer” o R (em vez de falar preto, dizer “peto”), e nem por isso é preciso procurar um especialista. De 2 a 4 anos, seu filho pode começar a repetir as palavras ou as sílabas, caso conhecido, na linguagem médica, de disfluência fisiológica. Diferentemente da gagueira (um distúrbio neurobiológico, que tem início por volta dos 5 anos e que exige tratamento especializado), essa disfluência dura cerca de seis a dez semanas e acontece porque os pensamentos da criança são mais rápidos do que a capacidade de falar, causando a repetição. E você pode ajudar. Ouça seu filho com calma e paciência, sem chamar a atenção para esse comportamento ou pedir para ele falar mais devagar – isso só vai fazê-lo se sentir inadequado. Lembre-se de que até os 5, a criança deve falar todos os sons corretamente – essa regra não vale para prematuros que, em geral, têm mais chances de sofrer atrasos no desenvolvimento. Se perceber algo diferente, procure um especialista.
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Que outros fatores podem prejudicar o desenvolvimento da fala?
Problemas auditivos, neurológicos ou respiratórios, e até fatores ambientais, como falta de estímulo. Desses, os de audição são os mais comuns. “A criança que ouve pouco, balbucia pouco. Ou seja, vai ter dificuldade para aprender a falar”, diz Ignês Maia Ribeiro, diretora educacional do Instituto Brasileiro de Fluência (SP). Por isso é importante que o recém-nascido faça o teste de triagem auditiva (teste da orelhinha), gratuito e obrigatório desde 2010. Ele é realizado ainda na maternidade e avalia se o bebê tem alguma dificuldade para ouvir. Já as crianças com deficiência neurológica (inclusive as portadoras de síndromes, como a de Down) precisam de atenção especial: a maioria vai ter atraso no desenvolvimento da linguagem. Outro fator importante é a respiração. As que possuem problemas crônicos, como rinite alérgica, têm mais chances de apresentar alterações na fala pois respiram pela boca. “Isso afeta todo o processo de postura da língua e posicionamento dos dentes, o que colabora para as alterações aparecerem”, afirma Cássia Telles, fonoaudióloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

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Uma vez que a dificuldade foi constatada, devo ir logo ao especialista?
Sim. É importante que o fonoaudiólogo faça uma avaliação rapidamente. Mas diagnosticar o problema, em alguns casos, não significa que o tratamento vai ser iniciado naquele momento. “Quando a criança vai para a escola, é exposta ao ambiente social e percebe que sua fala está errada. Muitas vezes, essa é a hora mais adequada de interferir, pois ela fica consciente do problema e disposta a mudar o quanto antes”, diz Cássia. Ainda assim, vale dizer que somente um especialista saberá a hora certa de começar o tratamento.



Fonte:http://revistacrescer.globo.com/Encontros-CRESCER-com-Dra-Ana/2014/noticia/2014/05/3-coisas-sobre-fala-das-criancas.html

domingo, 4 de dezembro de 2016

Seis respostas: como falar de morte com as crianças

Diante da tragédia com o time da Chapecoense e jornalistas, veio à tona a seguinte questão: Como falar de morte com as crianças?

A morte é um assunto difícil de entender até para os adultos. Para os pequenos é ainda mais confuso. Por isso, eles precisam de todo o apoio e sinceridade nos momentos em que devem encarar a perda de uma pessoa próxima. Especialistas explicam o que fazer ou não nessas horas.
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1. A partir de que idade se deve falar de morte com as crianças? 

Não existe idade certa para tocar no assunto. O ideal é que se espere a necessidade, seja pelo falecimento de alguém conhecido ou a curiosidade do pequeno. “Aos 4 ou 5 anos as crianças começam a entender as relações da vida e a ter acesso maior às informações”, explica o coordenador do curso de Tanatologia (Educação para a Morte) da Disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP, Franklin Santana Santos. O que se deve fazer é ir educando seu filho através de exemplos práticos do ciclo da natureza. Semeie uma plantinha e vá mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Aquele feijãozinho plantado no algodão pode ser um ótimo aliado. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto também ajudam.
São três pontos que as crianças precisam ir compreendendo com a sua ajuda: a universalidade – tudo que é vivo um dia vai morrer –, a irreversabilidade – quando morre, não há volta – e a não funcionabilidade – depois de morto, o ser não corre, não dorme, não pensa, não age. “As crianças personificam a morte. Imaginam que ela seja uma figura da qual podem escapar ou enganar. É preciso explicar que não é assim”, diz Franklin.
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2. Crianças podem ir a velórios ou enterros? 

Não se pode forçar, mas elas se beneficiam de participar junto aos adultos deste ritual de passagem. “Explique direitinho o que é um velório e um enterro e pergunte se ela quer ir. Mas nunca decida pela criança a deixá-la de fora”, indica Silvana Rabello, professora do curso de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. E não se preocupe: os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças.

3. Como contar para elas que alguém que conhecem morreu? 

Não esconda nada, muito menos invente histórias para poupar os pequenos. Frases como “ele dormiu para sempre”, “descansou” ou “fez uma longa viagem” só vão confundir a cabeça infantil. Crianças levam tudo ao pé da letra e podem achar que a vovó vai acordar ou que todo mundo que viaja nunca volta.
É muito comum também usar a famosa “o vovô virou uma estrelinha”, que pode levar a criança a acreditar nisso literalmente e ficar elaborando maneiras de chegar até ele. “As crianças de até cerca de 10 anos não abstraem. O seu psiquismo em construção não consegue captar os conceitos subjetivos. Elas pensam de forma concreta e constroem os conceitos a partir do concreto”, enfatiza Deusa Samú, psicóloga clínica especialista em luto.

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4. E se a pessoa for muito próxima? 

Se a morte for por doença, a criança deve estar a par de todo o processo. Explique que a pessoa está doente e que é grave, lembre do ciclo da vida da plantinha. “Não fale de sopetão. Mas, quando acontecer, use sempre a palavra ‘morte’. Isso é bastante importante para que ela entenda”, ensina Franklin. Se a morte for inesperada, é preciso ser direta e sincera. Abra espaço para tirar todas as dúvidas que podem estar passando pela cabeça do pequeno. Não é necessário esconder as emoções, mas observe se sua atitude não está traumatizando as crianças.
A morte de um animal de estimação também deve ser administrada com cuidado pelos pais.

5. Quando ela pergunta o que significa morrer, como explicar? 

“Primeiro, elabore seus próprios conceitos sobre a morte e sobre a possível continuidade da vida, porque só poderemos responder às crianças respeitando nossa própria verdade”, aconselha Deusa.
Depois, explique que nem todos pensam como papai e mamãe. Dê as versões de outras religiões, inclusive do ateísmo. Mais uma vez vem o conselho de todos os especialistas: “seja honesta”. Nem sempre você terá todas as respostas. Que tal dizer “não sei” e se propor a buscar as explicações junto com seu filho?

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6. Qual a melhor forma de ajudar a criança durante o luto?

Demonstre que, como ela, você também está sofrendo e sente saudades. Deixe que a criança fale sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. Isso porque o ente que se foi pode ser um dos pais ou o pequeno pode começar a pensar na mortalidade deles. “Não exclua as crianças das conversas, da tristeza. Ouça o que elas têm pra falar ou peça para que desenhem o que estão sentindo”, indica Silvana. É natural que os pequenos apresentem mudanças de comportamento depois que recebem a notícia da morte de alguém com quem convivem. Além do choro e da raiva, alguns começam a ir mal na escola, ficam hiperativos ou fazem xixi na cama. Considere a ajuda de um psicólogo e até da escola. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos colegas e dos professores.
Como acontece com os adultos, a memória afetiva nunca vai desaparecer. Mas, depois de certo tempo, acontece o chamado luto saudável, quando se percebe que é possível se lembrar do ente querido de forma leve e sem sofrimento. 

A Equipe #Ctim é solidária aos familiares das vítimas desta tragédia! A todos, nosso carinho e orações!
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  Fonte: http://delas.ig.com.br/filhos/seis-respostas-como-falar-de-morte-com-as-criancas/n1237794785122.html (adaptado)

domingo, 20 de novembro de 2016

A Hora do Desfralde

A hora do desfralde deve ser iniciada quando a criança estiver na fase correta, independente da idade dela.
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Entre as muitas dúvidas que têm aparecido no consultório ultimamente, uma das mais comuns e aparentemente simples de se resolver é quando iniciar o “treinamento do xixi” ou, em outras palavras, a hora do desfralde. Já escrevi muitas matérias no meu site (pode procurar lá), mas ainda acho que há uma nova orientação a ser dada.
E apesar de reconhecer que os custos das fraldas podem muitas vezes perturbar alguns pais e que o “desconforto” causado pelo incômodo da criança quando suja ou molhada, associado ao aroma peculiar e normalmente desagradável que exala dessas fraldas, nada justifica os riscos causados pela sua retirada precoce.
É sempre importante, tanto nessa quanto em outras questões, respeitar o ritmo da criança. É necessário que a criança tenha as condições de entender o processo para que ela possa ser desfraldada sem que isso cause transtornos emocionais, psicológicos e até clínicos. Quem tem intestino preso ou infecção urinária, por exemplo, sabe o quanto essas situações são incômodas. E elas podem ter tido seu início com a ansiedade dos pais, cuidadores e da escola na retirada das fraldas.

Então, como saber que uma criança está preparada para tirar as fraldas?

Cada criança é única e precisa ser acompanhada individualmente. Normalmente, qualquer tentativa antes dos 2 anos e meio a 3 anos pode ser frustrante para todos. O desenvolvimento neuro-psico-motor segue a direção crânio-caudal, ou seja, da cabeça para os pés e do centro para a periferia do corpo, ou seja, de dentro para fora. 
Assim, não adianta esperar que uma criança que não sabe ficar de pé ande. E mesmo quando ela começa a andar, as quedas são frequentes porque o equilíbrio adequado ainda não se desenvolveu.
Assim é também em relação às fraldas. Apesar da musculatura envolvida ser a mesma, tanto para o controle das fezes, quanto da urina, os esfíncteres são separados e o habitual é que a criança consiga desenvolver a habilidade do sistema digestório antes do urinário.
Devemos observar neste processo, três fases distintas para saber qual o momento de iniciar o “treinamento” e não o “condicionamento”. Vamos a elas?
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FASE -1 – A criança consegue te avisar que FEZ
Até esse momento, a criança anda com suas fraldas “pingando pela casa” ou “difundindo o cheiro” sem que isso a incomode. Se ela não tem essa consciência (que as fraldas já estão inapropriadas para o uso), não há como querer que ela entenda que precisa exercitar o controle.
Algumas crianças podem até querer tirar as fraldas quando percebem que elas estão molhadas ou sujas e isso pode já ser um sinal de que ela está preparada para a próxima fase, mas não que ela saiba controlar as suas eliminações. Se a fralda for retirada nesse momento, a chance de ocorrerem “vazamentos” é imensa e a de sucesso é muito, muito reduzida.
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FASE -2 – A criança consegue te avisar que ESTÁ FAZENDO
Agora a criança começa a perceber que algo diferente está acontecendo. Além de já se sentir desconfortável com a fralda cheia de fezes e/ou urina, ela começa a ter a sensação das suas passagens pelo reto ou pela uretra, mas não consegue ainda conter ou reter. Em grande parte dos casos, a criança escolhe um cantinho, senta ou se agacha, olha para os pais com carinha de “tô fazendo” e começa a se incomodar quando terminou, quase que exigindo ser limpa. 
Muitos pais, professores (nas escolinhas) começam aqui a tentativa de treinamento do controle. Mas para que essa atitude tenha sucesso, seria necessário um passo que a criança ainda não conseguiu: o segurar, a hora de segurar e soltar depois, a hora de soltar. Ou seja, ainda falta o principal: a consciência. Nessa fase, as crianças podem até ser “condicionadas” que, apesar de ser um sinônimo em alguns dicionários, ainda é diferente de serem “treinadas”. 
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FASE -3 – A criança consegue te avisar que QUER FAZER
Depois de algum tempo, individual para cada criança, começa a ocorrer uma evolução. Nessa fase, a criança começa a ter o controle e consegue segurar as fezes e a urina. Muita gente já ouviu falar das fases de desenvolvimento especificadas por Freud?
  • Fase oral (0 a 18 meses/2anos);
  • Fase Anal (18 meses/2 a 3/4 anos);
  • Fase Fálica (3/4 a 5/6 anos);
  • Período de Latência (5/6 anos a 11/12 anos);
  • Fase Genital (11/12 anos a 17/18 anos).
Freud pode ter sido um dos responsáveis pela precocidade do treinamento quando estabeleceu que aos dois anos inicia-se a fase anal. O fato de ela se iniciar aqui, aos dois anos, ainda não significa que a criança esteja totalmente preparada para controlar e exercer a função segurar / soltar de forma correta e nem que ela já tenha consciência disso.
Você já pensou por que razão, quando temos vontade de urinar ou evacuar, nós dizemos que “vamos ao banheiro”?
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Acompanhem os passos desse processo:
  • Sentir a vontade de urinar ou evacuar;
  • Reter (segurar) fezes / urina;
  • Ir ao banheiro;
  • Tirar a roupa do caminho (calça ou vestido, cueca ou calcinha, fraldas ainda);
  • Sentar;
  • Liberar os esfíncteres (relaxar a musculatura);
  • Esvaziar o reto e/ou a bexiga;
  • Fazer a higiene local adequada (ser limpo ou se limpar);
  • Vestir a roupa novamente;
  • Lavar as mãos;
  • Acabou.
Fazer é fácil quando não temos que pensar em tudo isso, ou seja, quando isso já é nosso hábito. Se a criança estiver aprendendo, sendo “treinada” e os passos seguidos não forem nessa ordem exata... A coisa pode se desastrosa, não é mesmo?
Assim, é nesse momento que devemos pensar em iniciar o treinamento. Isso deve ocorrer quando a criança começa a segurar fezes e urina e olha para os pais/professores com cara de “E agora o que é que eu faço?”.
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Nesse momento, toda atenção dever ser dada a esse treinamento, atendendo imediatamente à necessidade da criança, nunca criticando e nem punindo o insucesso e sempre se colocando ao lado da criança, tanto apoiando e estimulando, quando não der certo, como elogiando e “vibrando” com os bons resultados.

Fonte:http://guiadobebe.uol.com.br/a-hora-do-desfralde