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sábado, 3 de agosto de 2013

Inserindo o aluno autista na turma

 
O vídeo "AUTISMO - CONSCIENTIZAÇÃO - VIDEO DA TURMA DA MÔNICA " é uma ótima dica para trabalhar com as crianças da turma o autismo.
 
As crianças precisam saber que:
 
AUTISTA - VIVEMOS EM OUTRO RITMO MAS NEM POR ISSO SOMOS DIFERENTES...
 
 
 
 
Vamos acolher esta ideia?
 
 
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Dicas de como ensinar uma criança autista

 
1) Evite instruções verbais longas. Autistas têm dificuldade em lembrar sequências. Se a criança souber ler, escreva as instruções em um papel.
 
 
2) Muitas crianças autistas são boas em desenho, arte e programação de computadores. Estes talentos devem ser encorajados. Deveria haver muito mais ênfase no desenvolvimento dos talentos destas crianças.
 
 
 
3) Muitas crianças autistas se fixam num assunto como trens e mapas. A melhor maneira de lidar com estas fixações é usá-las para motivar os trabalhos da escola. Se a criança gosta de trens, use-os para ensinar a ler e para ensinar matemática. Leia um livro sobre trens e faça exercícios de matemática usando trens. Por exemplo: calcule quanto tempo um trem leva para ir de Nova Iorque a Washington.
 
 
 
4) Use métodos visuais concretos para ensinar conceitos numéricos.
 
 
 
5)  Muitos autistas têm problema de motricidade manual. Caligrafia caprichada é difícil na maioria das vezes e isto pode frustrar muito a criança. Para reduzir esta frustração e ajudar a criança a gostar de escrever, deixe-a digitar no computador. Digitação é geralmente mais fácil.
 
 
 
 
 
6) Algumas crianças aprenderão a ler mais facilmente com o uso de fonemas e outros aprenderão melhor decorando palavras.  É importante que se tenha a figura e a palavra impressa no mesmo lado do cartão. Para ensinar substantivos a criança precisa escutar você falar a palavra, ver a figura e a palavra escrita simultaneamente.
 
 
 
7) Crianças autistas precisam ser protegidas de sons que machucam seus ouvidos.
 

8) Alguns autistas se incomodam com distrações visuais ou luzes fluorescentes.  Para evitar este problema, coloque a carteira / mesa da criança perto da janela e evite a luz fluorescente. Se não puder evitá-la, use lâmpadas novas que pulsam menos.
 
 
 
9) Alguns autistas hiperativos, que se inquietam a toda hora, ficariam mais calmos se lhes fossem dados para vestir uniformes acolchoados, com certo peso. A sensação de pressão do vestuário ajuda a acalmar o sistema nervoso. Para melhores resultados, a vestimenta deveria ser usada por 20 minutos e então retirada por alguns minutos para prevenir que o sistema nervoso se acostume com ela.
 
 
 
10) Alguns autistas responderão melhor e terão um melhor contato visual e fala se a professora interagir com eles enquanto estão num balanço ou rolando em uma esteira. O estímulo sensorial do balanço ou a pressão da esteira algumas vezes ajuda a melhorar a fala. O balanço deveria sempre ser uma brincadeira divertida e nunca forçada.
 
 
 
11) Algumas crianças e adultos podem cantar melhor do que falar. Eles podem responder melhor se as palavras e frases forem cantadas para eles. Algumas crianças com extrema sensibilidade a som, responderão melhor se a professora sussurrar para eles.
 
 
Quer saber mais? Clique aqui!
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

10 coisas que toda criança autista gostaria que você soubesse


1) Antes de tudo eu sou uma criança.
 
 
Eu tenho Autismo. Eu não sou somente "Autista". O meu autismo é só um aspecto do meu carácter. Não me define como pessoa. Você é uma pessoa com pensamentos, sentimentos e talentos. Ou você é somente gordo, magro, alto, baixo, míope.
 
 
Talvez estas sejam algumas coisas que eu perceba quando conhecer você, mas isso não é necessariamente o que você é. Sendo um adulto, você tem algum controle de como se auto define. Se quer excluir uma característica, pode se expressar de maneira diferente. Sendo criança eu ainda estou descobrindo.
 
 
Nem você ou eu podemos saber do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, acaba-se correndo o risco de manter expectativas que serão pequenas para mim. E se eu sinto que você acha que não posso fazer algo, a minha resposta naturalmente será: Para que tentar?  
 
 
 

2) A minha percepção sensorial é desordenada.
 
 
Interação sensorial pode ser o aspecto mais difícil para se compreender o autismo. Quer dizer que sentidos ordinários como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam desapercebidas no seu dia-a-dia podem ser dolorosas para mim. O ambiente em que eu vivo pode ser hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender.
 
 
Vou explicar o porquê uma simples ida ao mercado pode ser um inferno para mim: a minha audição pode ser muito sensível. Muitas pessoas podem estar falando ao mesmo tempo, música, anúncios, barulho da caixa registradora, tele móveis tocando, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes. O meu cérebro não pode assimilar todas estas informações, provocando em mim uma perda de controlo. O meu olfato pode ser muito sensível.
 
 
O peixe que está à venda na peixaria não está fresco; a pessoa que está perto pode não ter tomado banho hoje; o bébé ao lado pode estar com uma fralda suja; o chão pode ter sido limpo com amónia. Eu não consigo separar os cheiros e começo a passar mal. Porque o meu sentido principal é o visual. Então, a visão pode ser o primeiro sentido a ser super-estimulado. A luz fluorescente não é somente muito brilhante, ela pisca e pode fazer um barulho.
 
 
O quarto parece pulsar e isso machuca os meus olhos. Esta pulsação da luz cobre tudo e distorce o que estou vendo. O espaço parece estar sempre mudando. Eu vejo um brilho na janela, são muitas coisas para que eu consiga me concentrar. O ventilador, as pessoas andando de um lado para o outro... Tudo isso afeta os meus sentidos e agora eu não sei onde o meu corpo está neste espaço. 
 
 
 
3) Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer)
 
 
Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim. Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo. Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto "BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João". Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: "João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar". Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender.  
 
 
 

4) Eu sou um "pensador concreto" (CONCRETE THINKER).
 
 
O meu pensamento é concreto, não consigo fazer abstrações. Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras. É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Não diga que "isso é moleza, é mamão com açúcar "quando não há nenhum a mamão com açúcar por perto e o que você quer dizer é que isso é algo fácil de fazer. Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.  
 
 
 

5) Por favor, tenha paciência com o meu vocabulário limitado.
 
 
Dizer o que eu preciso é muito difícil para mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto. Posso estar com fome, frustrado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu possa expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo (retração, agitação ou outros sinais de que algo está errado).
 
 
 Por um outro lado, posso parecer como um pequeno professor ou um artista de cinema dizendo palavras acima da minha capacidade na minha idade. Na verdade, são palavras que eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar a minha deficiência na linguagem. Por que eu sei exatamente o que é esperado de mim como resposta quando alguém fala comigo.
 
 
As palavras difíceis que de vez em quando falo podem vir de livros, TV, ou até mesmo serem palavras de outras pessoas. Isto é chamado de ECOLALIA. Não preciso compreender o contexto das palavras que estou usando. Eu só sei que devo dizer alguma coisa.
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pode-se curar o autismo?

 
 
 

A educação especial é o tratamento fundamental para o autista e pode dar-se na escola específica ou na dedicação muito individualizada. Pode-se recorrer à psicoterapia ainda que os resultados sejam escassos devido a que o déficit cognitivo e da linguagem dificultam a terapêutica.
 
 
O apoio familiar é de grande utilidade. Os pais devem saber que a alteração autista não é um transtorno relacional afetivo de criança.
 
 
 
Deve-se considerar também o tratamento farmacológico, que deverá ser indicado por um médico especialista.


Pode-se curar o autismo?



O autismo não tem cura. É uma síndrome que definiu, em 1943, um psiquiatra de origem austríaca chamado Leo Kanner. Hoje em dia, 50 anos depois, ainda não se conhecem as causas que originam essa grave dificuldade para relacionar-se.
 
 
O que os pais devem fazer?
 
 

Os pais que suspeitam que seu filho pode ser autista, devem consultar um pediatra para que os indiquem um psiquiatra de crianças e adolescentes, que podem diagnosticar com certeza o autismo, seu nível de gravidade e determinar as medidas educacionais apropriadas.
 
 
 O autismo é uma enfermidade, e as crianças autistas podem ter uma incapacidade séria para toda a vida. No entanto, com o tratamento adequado, algumas crianças autistas podem desenvolver certos aspectos de independência em suas vidas.
 
 
Os pais devem animar seus filhos autistas para que desenvolvam essas habilidades que fazem uso dos seus pontos fortes de maneira que se sintam bem consigo mesmos. O psiquiatra, além de tratar a criança, pode ajudar a família a resolver o stress; por exemplo, pode ajudar aos irmãozinhos, que possam sentir-se ignorados pelo cuidado que requer a criança autista, ou que se sintam constrangidos de levarem seus amiguinhos à casa.
 
 
O psiquiatra de crianças e adolescentes pode ajudar aos pais a resolverem os problemas emocionais que surjam como resultado de conviver com uma criança autista, e orientá-los de maneira que possam criar um ambiente favorável para o desenvolvimento e o ensino da criança.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Autismo: causas, perfil e sintomas

 
 
As causas do autismo ainda são desconhecidas. Mas existem algumas teorias:
 
 
1. As reações da criança autista e seu ambiente e meio social. Fala-se que o autista é assim porque não recebeu afetividade quando era pequeno. Que teve pais distantes, frios e demasiadamente intelectuais.
 
 
2. Deficiências e anormalidades cognitivas. Parece existir alguma base neurológica ainda que não esteja comprovada.
 
 
3. Certos processos bioquímicos básicos. Foi encontrado um excesso de secreção de serotonina nas plaquetas dos autistas.
 
 
Perfil de uma Criança Autista
 
 
 
 
 
Uma criança autista tem um “olhar que não olha”, mas que traspassa. No lactante, pode-se observar um balbucio monótono do som, balbucio tardio, e uma falta de contato com seu ambiente, assim como de uma linguagem gestual. Não segue a mãe e pode distrair-se com um objeto sem saber para que serve.
 
 
 
Na etapa pré-escolar se mostra estranho, não fala. Custa-lhe assumir-se e identificar aos demais. Não mostra contato de forma alguma. Podem apresentar condutas agressivas inclusive consigo mesma. Outra característica do autismo é a tendência a realizar atividades de maneira repetitiva. A criança autista pode dar voltas como um pião, fazer movimentos rítmicos com seu corpo tal como agitar os braços.
 
 


Um resumo dos sintomas que podem indicar que uma criança seja autista:
- Acentuada falta de reconhecimento da existência ou dos sentimentos dos demais. 
- Ausência de busca de consolo em momentos de aflição.
- Ausência de capacidade de imitação.
- Ausência de relação social.
- Ausência de vias de comunicação adequadas.
- Anormalidade na comunicação não verbal. 
- Ausência de atividade imaginativa, como brincar de ser adulto.
- Marcada anomalia na emissão da linguagem com afetação. 
- Anomalia na forma e conteúdo da linguagem. 
- Movimentos corporais estereotipados.
- Preocupação persistente por parte de objetos.
- Intensa aflição em aspectos insignificantes do ambiente. 
- Insistência irracional em seguir rotinas com todos seus detalhes. 
- Limitação marcada de interesses, com concentração em um interesse particular.

 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Autismo - Diferente é o Mundo que Queremos!

O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que tem influência genética e é causado por defeitos em partes do cérebro, como o cerebelo, por exemplo.
 
 
 
Caracteriza-se por dificuldades significativas na comunicação e na interação social, além de alterações de comportamento, expressas principalmente na repetição de movimentos, como balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira estereotipada. Todas essas alterações costumam aparecer antes mesmo dos 3 anos de idade, em sua maioria, em crianças do sexo masculino.
 
 
 
Para o autista, o relacionamento com outras pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual com o outro é ausente ou pouco frequente e a fala, usada com dificuldade. Algumas frases podem ser constantemente repetidas e a comunicação acaba se dando, principalmente, por gestos. Por isso, evita-se o contato físico no relacionamento com o autista - já que o mundo, para ele, parece ameaçador. Insistir neste tipo de contato ou promover mudanças bruscas na rotina dessas crianças pode desencadear crises de agressividade.
 
 
 
Para minimizar essa dificuldade de convívio social, vale criar situações de interação. Respeite o limite da criança autista, seja claro nos enunciados, amplie o tempo para que ele realize as atividades propostas e sempre comunique mudanças na rotina antecipadamente. A paciência para lidar com essas crianças é fundamental, já que pelo menos 50% dos autistas apresentam graus variáveis de deficiência intelectual.
 
 
 
 Alguns, ao contrário, apresentam alto desempenho e desenvolvem habilidades específicas - como ter muita facilidade para memorizar números ou deter um conhecimento muito específico sobre informática, por exemplo. Descobrir e explorar as 'eficiências' do autista é um bom caminho para o seu desenvolvimento.